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Ministro da Economia

Guedes: reforma administrativa terá que ser mais 'dura' se não for aprovada no curto prazo

Ministro considerou não ser razoável que a reforma atinja direitos passados dos servidores que já estão na ativa

06/04/2021 10h15
Por: Ricardo Chaves

Por Itasat

O ministro da Economia, Paulo Guedes, ameaçou nesta segunda-feira com uma reforma administrativa mais dura no futuro caso o projeto enviado pelo governo ao Congresso não seja aprovado no curto prazo. "Estamos colocando parâmetros parecidos com os do resto do mundo. Seria um erro muito grande atrasar essa reforma agora, porque quanto mais para o futuro reforma administrativa ficar, mais dura ela vai ser. Se deixar para outro governo lá na frente, ele será muito mais duro", ameaçou, em videoconferência com a XP Investimentos.

Mais uma vez, o ministro considerou não ser razoável que a reforma administrativa atinja direitos passados dos servidores que já estão na ativa. "Acho que as leis devem ser prospectivas e aplicadas daquele momento para frente", considerou. Ainda assim, ele voltou a projetar a aprovação de reformas estruturais ainda em 2021. "Acho que o Congresso está pensando nesse tempo. A administrativa é candidato natural é mais fácil que tributária. Mas seria muito bom ver as duas reformas aprovadas até fim do ano", afirmou.

Orçamento

Guedes, disse nesta segunda-feira, 5, que há boa vontade do relator do Orçamento de 2021, senador Márcio Bittar (MDB-AC), do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), e do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), para que haja um acordo para corrigir as distorções do Orçamento de 2021 aprovado pelo Congresso.

"Alguns excessos que ocorreram precisam ser removidos. Tenho certeza de que não foi nada de má-fé. É natural de um time que não jogou junto ainda. É natural que a soma das partes exceda o que era possível fazer. É da política. Disseram que havia desentendimento, mas estamos de acordo de que precisamos cumprir as exigências jurídica e política", afirmou, em videoconferência com a XP Investimentos.

Segundo ele, mesmo que se cortem até R$ 13 bilhões em emendas, poderia restar algum "vício de origem" no texto. Por isso, o ministro reconheceu que a correção deve levar um certo tempo, já que a peça de orçamento tem 5 mil páginas. "Imagino que vá ser resolvido no prazo estimado", prometeu. Guedes, negou que haja "um desentendimento uma briga ou uma guerra" entre a equipe econômica e o Congresso Nacional sobre a subestimação de despesas obrigatórias para a abertura de mais espaço para emendas parlamentares no orçamento de 2021.

"Não é este o clima, de forma alguma. É muito mais um problema de coordenação da elaboração deste Orçamento. Estivemos conversando o tempo todo. Se a subestimação de despesa obrigatória fosse um pequeno erro de R$ 2 bilhões, R$ 3 bilhões, R$ 4 bilhões, poderia reduzir a estimativa inicial porque deve haver resultado positivo no programa de combate a fraudes. Mas não pode ser um número muito grande, para ser crível", afirmou, em videoconferência com a XP Investimentos.