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Boicote

Tite responde se atletas não querem jogar a Copa América e confirma reunião com presidente da CBF

Treinador revelou que após os dois jogos das Eliminatórias, grupo irá externar opinião sobre a participação no torneio

04/06/2021 08h50
Por: Ricardo Chaves

Por Itasat

Os jogadores da Seleção Brasileira que atuam na Europa não estariam dispostos a disputar a Copa América, que foi realocada no Brasil após as desistências da Colômbia (conflitos sociais) e da Argentina (aumento dos casos de covid-19). Em entrevista coletiva nesta quinta-feira, na véspera do jogo contra o Equador, pelas Eliminatórias da Copa, o técnico Tite foi perguntado sobre a situação e confirmou que houve uma reunião dos atletas com o presidente da CBF, Rogério Caboclo.

“Eles têm uma opinião e externaram ao presidente. Vão externar de forma pública no momento oportuno”, declarou Tite, ressaltando a ausência do volante Casemiro na entrevista coletiva: “Inclusive, a não estada aqui do capitão é em função disso também”.

O momento oportuno citado por Tite é após os dois jogos das Eliminatórias. Nesta sexta-feira, a seleção enfrenta o Equador, em Porto Alegre, e na terça visita o Paraguai, em Assunção, pelas sétima e oitava rodadas.

"Temos uma opinião muito clara e fomos lealmente, numa sequência cronológica, eu e Juninho, externando ao presidente qual a nossa opinião. Depois, pedimos aos atletas para focarem apenas no jogo contra o Equador. Na sequência, solicitaram uma conversa direta ao presidente. Foi uma conversa muito clara, direta. A partir daí, a posição dos atletas também ficou clara. Temos uma posição, mas não vamos externar isso agora. Temos uma prioridade agora de jogar bem e ganhar o jogo contra o Equador. Entendemos que depois dessa Data Fifa, as situações vão ficar claras", afirmou.

Tite afirmou que a comissão técnica e os jogadores têm uma posição clara sobre a Copa América no Brasil, mas que não vão externar isso durante as datas Fifa das Eliminatórias. "Depois desses dois jogos, vou externar a minha posição", garantiu o treinador.

O fato de o governo aceitar o pedido da Conmebol para a realização da Copa América no país, mesmo que sem torcida nos estádios, dividiu opiniões entre a população, já que o Brasil ainda sofre com mais de mil mortes diárias por covid-19 - superando 2 mil na maioria dos dias. Após a recusa de três estados (Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Pernambuco) em receber o evento por conta da grave situação sanitária, a União confirmou quatro sedes: Brasília, Goiânia, Cuiabá e Rio de Janeiro.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, relatou que foi procurado pelo presidente da CBF e que a decisão foi tomada após reunião com sua equipe de ministros.

"Eu informo que fui procurado pela CBF, com o anúncio de que a federação argentina não tinha condição de sediar a Copa América. Respondi que em poucas horas eu daria a resposta, porque, as decisões que eu tomo, preciso ouvir os ministros. Ouvi os ministros interessados, apresentamos os argumentos, entre eles: acabamos com a primeira fase da Libertadores. Foram aproximadamente 80 jogos na primeira fase sem problema nenhum. Começamos agora, na sexta-feira, o jogo Brasil e Equador, pelas Eliminatórias, sem problema nenhum", disse Bolsonaro.

A Copa América está prevista para ocorrer entre os dias 13 de junho e 10 de julho, com a participação de dez seleções divididas em dois grupos: Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai (Grupo A) e Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela (Grupo B).