Por Itasat
A novela judicial envolvendo os empresários do zagueiro Dedé e uma cobrança de R$ 330 milhões ao Cruzeiro ganhou mais um capítulo. Nesta quarta-feira (01), o clube foi citado no processo movido na Justiça pelo Grupo D.I.S e a GT Sports, além dos empresários Marcos Vinícius Secundino e Giscard Salton, que ajudaram a Raposa na compra do zagueiro em 2013.
Com isso, o Cruzeiro terá 15 dias para efetuar o pagamento ou entrar com a sua defesa. Em nota, o clube informou que a citação no caso faz parte do fluxo natural nesse tipo de processo e que por se tratar de uma ação monitória, o clube apresentará posteriormente a sua defesa, que são os embargos monitórios. Além disso, afirmou "que em hipótese alguma haverá o pagamento do valor neste momento".
Após o Cruzeiro apresentar a sua defesa é que começará, de fato, a discussão do processo, até sair o resultado do julgamento em 1ª instância.
ENTENDA O CASO
Com ajuda de investidores, o Cruzeiro comprou 45% dos direitos econômicos de Dedé junto ao Vasco por cerca de R$ 14 milhões em 2013.
Os direitos do zagueiro ficaram assim divididos: 51,91% pertencentes ao grupo DIS, 6,5% para a GT Sports Assessoria, 30,5% para Marcos Vinícius Sánchez Secundino e outros 11,09% para Giscard Salton, que repassou o direito à empresa da qual é sócio: EAS Agência de Atletas Ltda.
Na época, os empresários firmaram um contrato com a Raposa, em que ficou definido que se houvesse a rescisão antecipada e unilateral do vínculo de Dedé, ou caso o jogador conseguisse o rompimento indireto via Justiça, o Cruzeiro seria obrigado a pagar o valor referente à cláusula indenizatória esportiva, que foi estipulada no último contrato do atleta com o clube em R$ 330 milhões.