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Jovem brasileiro morre sob custódia da imigração americana

Kesley Vial, de 23 anos, morreu dias depois de ser encontrado desacordado por agentes da imigração norte-americana em uma prisão no Novo México

29/08/2022 08h19
Por: Redação

Com Itasat

Um brasileiro de 23 anos morreu enquanto estava detido pela Imigração e Fiscalização Aduaneira dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês). Kesley Vial foi encontrado desacordado em uma prisão no Novo México e morreu dias depois, em um hospital local.

De acordo com o pronunciamento divulgado pela ICE, o jovem de Camboriú, Santa Catarina, foi preso em 22 de abril ao entrar no país de forma ilegal pela fronteira de El Paso, no Texas. Ele foi transferido para o Centro de Detenção do Condado de Torrance em 29 de abril, sob custódia da imigração norte-americana, e aguardava conclusão do processo de deportação.

Kesley foi encontrado desacordado por agentes do centro de detenção em 17 de agosto. Profissionais de saúde do local atenderam o jovem, que foi transferido para o Hospital da Universidade do Novo México.

O brasileiro foi declarado morto em 24 de agosto. As causas da morte não foram divulgadas até o momento, mas a instituição afirmou que uma autópsia ainda está pendente.

Ainda segundo informações da ICE, a instituição teria realizado todos os procedimentos legais de comunicação aos órgãos competentes depois da constatação do óbito de Kesley, incluindo o consulado brasileiro em Huston. Os familiares do jovem também foram notificados na ocasião.

Vaquinha para o velório

Há dois dias, uma vaquinha foi criada por familiares de Kesley para financiar o translado do corpo do jovem. Rosineia Vial, mãe do jovem, mora em Danbury, Connecticut, há mais de 19 anos e tenta levar o corpo do filho para a cidade.

"Gostaria de pedir ajuda para trazer nosso menino, para que ao menos ele possa ter um enterro digno e próximo a família, ou seja em Danbury, CT. Além da burocracia são valores bem altos e ainda não foram exatamente estipulados", publicou a mãe.

Através das redes sociais, a mulher lamentou a morte do filho, que viajou motivado pelo reencontro com a mãe. “Passei 19 anos longe dele, sempre na esperança de lhe dar uma vida digna, e meu maior sonho era lutar para um dia ele estar aqui comigo”, escreveu Rosineia.

Com meta estipulada em US$ 28 mil, cerca de R$ 141 mil, o financiamento já arrecadou quase US$ 16 mil, cerca de R$ 79 mil.