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Coronavírus

Equipamento que mata novo coronavírus no ar é desenvolvido por pesquisadores da UFMG

Aparelho similar chega a custar mais de R$1 mil fora do país, enquanto o produzido em Minas tem orçamento menor que R$ 400

06/06/2020 09h51
Por: Ricardo Chaves

Por Itasat

UFMG desenvolve protótipo para neutralizar coronavírus no ar

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) está desenvolvendo o protótipo de um equipamento para neutralizar o coronavírus no ar.

Esse sistema, que está sendo feito com a ajuda de pesquisadores externos, tem como objetivo atingir um baixo custo de produção, sendo possível ser montado em casa.

O aparelho foi idealizado para possibilitar a desinfecção do ar por meio do aerossol em pequenos ambientes, como quartos de hospitais ou residências. Os primeiros testes já foram feitos, e os resultados devem sair ainda na primeira quinzena deste mês.

Equipamentos similares estão disponíveis em outros países, mas com custo acima de R$ 1 mil. A versão desenvolvida pela UFMG tem valor estimado inferior a R$ 400.

Além disso, a proposta de abrir o acesso à configuração do produto é outro diferencial da tecnologia brasileira. As pessoas comprariam as peças, e elas mesmas, ou um marceneiro contratado, poderiam montá-lo sem grandes dificuldades. 

Funcionamento

O protótipo é feito de MDF cru – material derivado da madeira de média densidade –, com papel alumínio de cozinha e um ventilador normalmente usado para computadores, todos materiais baratos e de fácil acesso. A peça mais cara é uma lâmpada UV-C.

O equipamento tem estrutura tubular, com cerca de 90 centímetros de comprimento, que capta o ar em volta por uma extremidade. Esse ar passa por dentro do aparelho, onde está a lâmpada UV-C, e sai na extremidade superior. 

Quando recebe a luz ultravioleta, o vírus é inativado, tornando-se incapaz de contaminar.

O protótipo foi idealizado para permanecer ligado 24 horas por dia. Por isso, houve a preocupação de garantir que o ventilador usado fosse de baixo ruído, evitando grandes incômodos no uso cotidiano.

Pesquisadores explicaram que o experimento está sendo feito com vírus ambiental mais resistente que o coronavírus e que não faz mal ao ser humano. Os testes com o coronavírus devem ser feitos a partir da próxima semana.