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Expectativa

Respirador artificial da Universidade Federal de Lavras será concluído na próxima semana

Custo do novo equipamento é de cinco a seis vezes mais barato que o tradicional

30/07/2020 13h43
Por: Ricardo Chaves

Por Itasat

O novo respirador artificial criado pela Universidade Federal de Lavras (UFLA) deve ficar pronto e começar a ser distribuído na próxima semana. A partir de uma ideia surgida na Itália, professores e alunos da universidade fabricaram um adaptador e converteram máscaras de mergulho em máscaras para respiradores mecânicos. A nova máscara é muito mais barata que a convencional.

O equipamento deve beneficiar pacientes infectados com o novo coronavírus e profissionais de saúde. O professor da UFLA, Hélio Haddad, explica o funcionamento deste ventilador mecânico.

“A máscara é acoplada e ligada através de mangueiras de tubos de conexão ao ventilador mecânico. As máscaras comercialmente usadas com esse fim, com esse objetivo, são as máscaras sociais, que custam muito caro. Isso dificulta e muitas vezes impossibilita aquisição pelos hospitais. Essa máscara vai sair no custo de cinco ou seis vezes menor do que as máscaras já existentes. A eficiência é praticamente a mesma. Essas máscaras foram testadas em pacientes sadio de uma unidade de saúde destinada ao atendimento ao paciente com covid-19. Estas máscaras foram testada por fisioterapeutas respiratórios e concluiu-se que ela é tão eficaz quanto as tradicionais, que são muito caras e que tiveram seu custo ainda muito aumentado durante essa pandemia”, explica o professor.

O pesquisador lembra que o novo equipamento foi totalmente desenvolvido no departamento de engenharia da universidade. 

“É uma impressão 3D, realizado no departamento de engenharia que da UFLA. Durante uma semana consegue-se produzir dezenas desses conectores para acoplar luz as máscaras já existentes. Muitas já foram compradas e o objetivo é atender a demanda da cidade. A doação vai ser feita para hospitais filantrópicos do nosso município. Com certeza, o objetivo é expandir essa produção. Outras federais do estado e do país já foram contactados pelos profissionais da nossa instituição e talvez façamos convênio. Pode ser que façamos também uma parceria com outras universidades federais para que essas marcas também sejam adquiridas por esses locais”, argumentou.