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Em BH

Mãe teme contaminação em casa após Colégio Militar de BH anunciar retorno: ‘Apavorados’

Devido à possibilidade de contaminação pelo novo coronavírus

17/09/2020 09h22
Por: Ricardo Chaves

Por Itasat

O Colégio Militar de Belo Horizonte, administrado pelo Exército, retomará as aulas presenciais na próxima segunda-feira (21). A decisão preocupa pais que entraram em contato com a Itatiaia, devido à possibilidade de contaminação pelo novo coronavírus.

Haverá revezamento entre os 620 alunos da instituição de ensino, que fica no bairro São Francisco, na região da Pampulha. Um comunicado enviado pelo colégio aos responsáveis pelos alunos afirma que o retorno é obrigatório e só estão dispensados alunos do grupo de risco, com laudo médico. Caso contrário, o estudante receberá falta.

De 21 a 25 de setembro:

segunda, quarta e sexta-feira: irão às aulas as turmas do ensino médio;

terça e quinta-feira: irão às aulas as turmas do 8º e 9º ano.

De 28 de setembro a 2 de outubro:

segunda, quarta e sexta: irão às aulas as turmas do ensino médio;

terça e quinta-feira: irão às aulas as turmas do 6º, 7º, 8º e 9º ano.

Segundo o Exército, serão adotadas medidas preventivas, como desinfecção de ambientes, disponibilização de totens de álcool em gel em diversos pontos, lavatórios móveis, uso obrigatório de máscaras e colocação de banners de conscientização de distanciamento social.

Questionado se seriam seguidas as regras de prevenção da prefeitura, a força armada respondeu que serão colocadas em prática as medidas sanitárias definidas pelo comando do Exército e pelo Ministério da Saúde.

Segundo a assessoria de comunicação do Exército, o retorno das atividades presenciais foi determinada pela Direção de Educação Preparatória e Assistencial nos 14 colégios militares, sendo que três já estão em aula: os de Manaus, Belém e Rio de Janeiro.

À Itatiaia, a mãe de um aluno que preferiu não ser identificada criticou a decisão. “Está todo mundo apavorado com relação a isso. O Colégio Militar vai ser o primeiro colégio de Belo Horizonte sem um consenso ou aval da Secretaria Municipal de Saúde. Acho isso um absurdo, pois estamos no meio de uma pandemia, com risco elevado de contaminação. E muitos adolescentes moram com idosos, pessoas de risco, podendo contaminar essas pessoas”, afirmou.