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Janaúba

Polícia investiga rifa de programa sexual no Norte de Minas; suposto idealizador disse que dinheiro era para caridade

O sorteio foi cancelado pela Polícia Civil

25/09/2020 12h21
Por: Ricardo Chaves

Por Itasat

Uma noite em um dos motéis mais famosos da cidade com duas garotas de programa. Esse era o prêmio da “Rifa dos Sonhos”, feita em Janaúba, no Norte de Minas, mas que não chegou a ocorrer. 

O sorteio foi cancelado pela Polícia Civil, que descobriu a rifa através de publicações feitas nas redes sociais de uma blogueira da cidade, que estava recebendo dinheiro para fazer a divulgação do prêmio. 

De acordo com a delegada Gessiane Soares Cangussu, responsável pela investigação, o inquérito para apurar o caso foi instaurado no dia 15 de setembro e até o momento foram ouvidos a blogueira que fazia a divulgação da rifa e o suposto idealizador do sorteio. Uma outra mulher e um homem citados durante depoimento também serão ouvidos.

Conforme a delegada os bilhetes eram vendidos a R$ 20 e o objetivo era que cada um deles vendesse 500 folhas. A polícia ainda não conseguiu levantar quanto havia sido arrecadado com as vendas da rifa, mas a delegada acredita que seja um valor alto. 

“A gente tem conhecimento que ele teria feito uma arrecadação boa, porque inicialmente a blogueira ganharia 300 reais pela divulgação da rifa nas redes sociais e, se tivesse uma projeção boa, ela receberia mais 200. Quando ela foi ouvida, disse que recebeu os 200 reais a mais pela divulgação e que teve um resultado bem positivo.”

Em depoimento, o idealizador alegou que fez a rifa achando que não era crime e que a intenção era doar parte do valor arrecadado para pessoas carentes da região.

“O contemplado poderia escolher o valor de 600 reais ao invés de ir para o motel, mas na rifa não constava isso. Ele disse também que uma parte do lucro era pra ajudar pessoas carentes da região o que também não procede, porque não constava no anúncio da rifa, foi o argumento que ele usou para não ter implicações penais baseado no artigo 230 do código penal, que é a pessoa se beneficiar da prostituição alheia e ter lucro em razão disso”, explica Gessiane.

A polícia descobriu que além de Januária a rifa havia chegado também a Montes Claros, também no Norte de Minas, e que as acompanhantes seriam de lá.