Banner Home
Distribuidora Ribeiro
Expectativa

Custo de vida de idosos sobe mais que o dobro da população geral nos últimos 12 meses

Presidente da Federação das Entidades de Aposentados de Minas Gerais, Robson Bittencourt, diz que esse índice tão elevado não tem tanta relação com à pandemia

16/10/2020 10h50
Por: Ricardo Chaves

Por Itasat

Após divulgação da disparada do chamado Índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC 13), que mede a variação de gastos das famílias com pessoas acima de 60 anos, batendo já 4% no acumulado dos últimos 12 meses, o presidente da Federação das Entidades de Aposentados de Minas Gerais, Robson Bittencourt, diz que esse índice tão elevado não tem tanta relação com à pandemia.

“Esse índice preocupante já era esperado.Todo ano é a mesma coisa. Nós buscamos sempre dialogar com os governos para melhorar a condição de vida do aposentado, do pensionista e do idoso de uma forma geral. Mas em relação aos reajustes dos benefícios de aposentadoria e pensões, todo ano vem sendo colocada uma diferenciação nos reajuste. Isso para quem ganha até o teto do salário mínimo e para quem ganha acima do salário mínimo. Nunca acompanha uma mesma situação. Isso acaba impactando no achatamento dos benefícios para quem ganha acima do salário mínimo”, explica. 

O presidente da Federação das Entidades de Aposentados de Minas Gerais lembra que o idoso em geral gasta mais. “O idoso gasta é mais. O custo do idoso para sobrevida é maior. Ele gasta mais em questão de medicamentos, em questão de higiene pessoal, em questão de alimentação e em questão do plano de saúde. O cálculo normal que é o índice de Preço do Consumidor Brasil (IPC-BR) mede a variação de preço de compra para todas as faixas etárias do país. Existe um certo equilíbrio, mas para o idoso existe uma diferenciação muito grande”, esclarece.

Bittencourt lembra que o problema é muito maior que a inflação e que o empréstimo consignado. “É uma bola de neve porque quando eles ficam impactados e não conseguirem manter a sua sobrevida com os custos altos, eles recorrem empréstimo consignado. Acaba fazendo um empréstimo para pagar o empréstimo anterior. Aí vira uma bola de neve”, lembra.