Por Itasat
O Governo Federal defendeu que possui comprovação científica da eficácia do medicamento nitazoxanida na utilização precoce contra a covid-19. O anúncio foi feito pelo Ministro de Ciência e Energia, Marcos Pontes, nesta segunda-feira, durante coletiva no Palácio do Planalto. De acordo com ele, o remédio, utilizado no combate a lombrigas, é capaz de reduzir a carga viral.
“Nós temos agora um medicamento comprovado cientificamente que é capaz de reduzir a carga viral. O que significa isso na prática, significa que reduz o contágio e diminui a probabilidade dessa pessoa aumentar os sintomas e ir para o hospital e falecer”, diz.
Apesar disso, o governo ainda não apresentou o estudo nem publicação a conclusão em nenhuma revista científica.
Vacina contra covid-19 não será obrigatória
Na coletiva, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), voltou a afirmar que a vacina contra a covid-19 não será obrigatória no Brasil. Para sustentar o pensamento, o chefe do Executivo usou como referência pesquisa Ibope que aponta que quatro em cada dez brasileiros resistem à ideia de tomar o imunizante
“A vacina, como cabe ao Ministério da Saúde definir, não será obrigatória. Nas palavras do ministro da Saúde, que estive com ele há pouco tempo, ele é bem claro. Qualquer vacina aqui no Brasil tem que ter a comprovação científica e tem que ser aprovada pela Anvisa. Isso não é toque de caixa nem de uma hora para outra. E nós sabemos que muita gente contraiu e nem sabe que contraiu e está imunizado. E a gente vai obrigar essa pessoa a tomar a vacina?”, disse.
“Esse é um direito das pessoas. Ninguém pode, em hipótese alguma, obriga-las a tomar essa vacina. Então o governo federal não obrigará ninguém a tomar essa vacina”, completou.