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CPI da covid-19 convoca Wajngarten e Ernesto Araújo para deporem na semana que vem

Integrantes da CPI não colocaram em votação um requerimento de convocação do ministro da Economia, Paulo Guedes

06/05/2021 09h36
Por: Ricardo Chaves

Por Itasat

A CPI da Pandemia aprovou nesta quarta-feira (5), os requerimentos de convocação de dois ex-ministros do governo Bolsonaro. São eles Fabio Wajngarten, ex-secretário especial de Comunicação Social do governo federal, e Ernesto Araújo, ex-ministro das Relações Exteriores. O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), já agendou o depoimento de Wajngarten para a próxima terça-feira (11) e o de Araújo para o dia 13.

Outros requerimentos também foram aprovados. Na terça-feira (11), além de Fabio Wajngarten, a CPI ouvirá Marta Dias, atual presidente da Pfizer no Brasil, e Carlos Murilo, que já ocupou esse mesmo cargo. Na quarta-feira (12), serão ouvidos Nísia Trindade, presidente da Fiocruz, e Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan.

Já na quinta-feira (13), além de Ernesto Araújo, a CPI agendou o depoimento do presidente da União Química, Fernando Marques — a União Química representa a vacina russa Sputnik V no Brasil, que teve sua aplicação negada no Brasil pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, deve depor nesta quinta-feira (6) na CPI. 

Também foram aprovadas audiências com Marcellus Campêlo, secretário de Saúde do Amazonas; João Paulo Marques dos Santos, que foi secretário-executivo dessa mesma pasta. As datas destes depoimentos ainda serão agendadas pelo presidente Omar Aziz.

Guedes

Apesar de declarações nos últimos dias, os integrantes da CPI não colocaram em votação um requerimento de convocação do ministro da Economia, Paulo Guedes, para comparecer ao colegiado. O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), disse ser preciso preservar a imagem da economia brasileira no exterior como justificativa para o fato de o colegiado não ter votado a convocação.

Em entrevista coletiva, Aziz afirmou que não quer defender Guedes, mas citou que o ex-ministro da Saúde Nelson Teich destacou na CPI não terem faltado recursos no enfrentamento à pandemia. “Estamos seguindo uma cronologia, não estou defendendo o Paulo Guedes, tenho minhas divergências em relação a ele e se aprofundam cada vez mais”, disse o presidente da CPI. “Mas eu acho que agora, neste momento, nós temos que preservar a imagem brasileira economicamente fora do país”.