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RESULTADOS DA CHUVA

Prefeituras da Região Metropolitana avaliam estragos da chuva e trabalham na limpeza das cidades

Equipes das prefeituras buscam soluções para reconstruir cidades após os temporais dos últimos dias

12/01/2022 09h10
Por: Redação

Por Itasat

Em Betim, mesmo com o índice de chuva abaixando, cresce o número de atingidos, já que as pessoas estão voltando para casa e constatando os problemas. 

É o que explicou o Superintendente da Defesa Civil na cidade, Coronel Walfrido Assis. 

“Os números que temos indicam 36 mil pessoas atingidas e 9 mil pessoas desalojadas. Grande parte dessas pessoas desalojadas foram transferidas para residências de parentes. Em abrigos, nós temos 311 pessoas. O índice de chuva está abaixando, porém aumenta-se o número de atingidos, porque algumas pessoas que não haviam visualizado suas residências anteriormente, começam a fazer novas visualizações e chamam os técnicos da Defesa Civil. Através dessas vistorias, constatamos que deveriam ser encaminhadas para residências de parentes ou para os nossos abrigos”, pontuou o superintendente. 

Em Nova Era, a situação é crítica com o aumento de vazão do Rio Piracicaba. A recomendação da prefeitura é que as pessoas ainda não voltem para casa. Quem alerta é o prefeito da cidade, Txai Costa. 

“A situação no município é muito crítica. Apesar do rio ter abaixado quase dois metros, a previsão da CPRM da Barragem de Peti é o aumento de vazão do rio Piracicaba. Não está no momento seguro de retornar e começar as operações de limpeza e de reconstrução da cidade. É mais prudente aguardar, embora a gente saiba que dificilmente os níveis do rio vão voltar para o que era antes, no máximo de quase oito metros de altura. A gente tem o planejamento de reconstrução e esse plano vai começar a vigorar assim que tivermos a confirmação de estabilidade do rio”, disse o prefeito de Nova Era.

Em Mateus Leme, todos os rios transbordaram e mais de 90% das ruas não são pavimentadas, o que dificulta o deslocamento dos moradores. Entre as ações apresentadas pelo prefeito Doutor Ronildo, está um auxílio emergencial de R$ 500 por três meses para a população mais vulnerável. 

“Os rios transbordaram, acarretando queda de pontes, de barreiras e também destruição de casas. Nosso município tem um grave problema de infraestrutura urbana, com menos de 10% de ruas pavimentadas. Assim, ocorreu a piora das vias públicas, com bairros inteiros com dificuldades de acesso. Hoje, nós temos cerca de 100 pessoas desabrigadas ou desalojadas”, contou o prefeito.

Já em Nova Lima, a assistência começa hoje a visitar os moradores de casa em casa e diversos acessos seguem comprometidos. Quem explica a situação é o prefeito João Marcelo. 

“A chuva deu uma diminuída, o nível do rio abaixou, apesar dos alertas de risco permanecerem ativos, mas isso possibilitou com que a equipe da prefeitura aprofundasse com os voluntários e moradores no trabalho de limpeza das casas e das ruas dos atingidos. Temos assistência social da prefeitura com os nossos abrigos recebendo as pessoas, dando um apoio na alimentação daqueles que estão desalojados e oferecendo condições para os desabrigados. Em Macacos, no momento, o acesso deve ser feito pelo Passárgada. A estrada no Campo do Costa está aberta, mas as condições facilitam apenas a passagem para veículos 4x4. Os acessos por Nova Lima e pela BR-040 estão interditados. Já o acesso Capela Velha é feito apenas com veículos de grande porte no sentido centro de Macacos”, informou o prefeito João Marcelo.