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Novo treinador

Desafio de El Turco é encerrar jejum de grandes títulos de treinadores argentinos no Brasil

Melhor desempenho nos últimos anos foi de Sampaoli, vice da Série A de 2019 com o Santos

14/01/2022 08h50
Por: Redação

Por Itasat

Antônio Mohamed, de 51 anos, chega ao Atlético com o desafio de alcançar o que apenas dois treinadores argentinos conseguiram no futebol brasileiro, mas isso há muito tempo: levantar uma grande taça. Contratado pelo Galo para substituir Cuca, comandante do triplete de 2021, ele inicia seu trabalho no alvinegro na próxima segunda-feira (17), quando os jogadores voltam das férias.

A primeira façanha argentina foi alcançada por Carlos Volante, treinador do Bahia na conquista da primeira edição da Taça Brasil, em 1959.

Ele tem outra participação importante na história do futebol brasileiro. Por causa do seu nome existe no Brasil a posição de volante, que era a que ele exercia durante os tempos de jogador.

Nos anos 1960 e 1970, Filpo Núñez foi um verdadeiro cigano no futebol brasileiro. Mas ficou marcado por ter comandado o Palmeiras na conquista do Torneio Rio-São Paulo de 1965.

Logo depois deste título, ele se tornou o único treinador estrangeiro a comandar a Seleção Brasileira. Como parte das festividades de inauguração do Mineirão, em 7 de setembro de 1965, o Palmeiras vestiu a camisa amarela a convite da Confederação Brasileira de Desportos (CBD) e enfrentou o Uruguai no Gigante da Pampulha, vencendo por 3 a 0.

Pontos corridos

Neste século, foram várias as passagens de treinadores argentinos pelo Brasil. Quem esteve mais próximo de encerrar este jejum de grandes taças foi Jorge Sampaoli, vice-campeão brasileiro com o Santos, em 2019, e terceiro colocado da competição com o Atlético, em 2020.

No ano passado, a grande surpresa do Brasileirão foi o Fortaleza, de Juan Pablo Vojvoda. O Leão foi o quarto colocado da última Série A, ficando atrás apenas dos três grandes times da competição, o campeão Atlético, o vice Flamengo, e o terceiro Palmeiras.

Esses bons desempenhos recentes de Sampaoli e Vojvoda, mas sem que seus times conseguissem levantar a taça, servem de inspiração para El Turco, que será o terceiro argentino a dirigir o Atlético.

Antes de Jorge Sampaoli, em 2020 e parte de 2021, o clube teve Gregório Suárez por um curto período em 1944, ano em que o Cruzeiro venceu o Campeonato da Cidade (Mineiro).

Fracassos

A lista de passagens não marcantes de treinadores argentinos pelo futebol brasileiro tem vários nomes na chamada Era dos Pontos Corridos. Em 2005, Daniel Passarella, bicampeão do mundo como jogador (1978 e 1986) e que comandou a seleção do seu país na Copa de 1998, na França, chegou ao Corinthians para dirigir um time de estrelas onde estavam Carlos Téves e Mascherano. Não conseguiu terminar a temporada. O Timão foi campeão brasileiro naquele ano, mas com Antônio Lopes no comando.

Nos últimos dez anos a lista de treinadores argentinos no Brasil aumentou consideravelmente, embora o grande objeto do desejo dos nossos clubes, Marcelo Gallardo, do River Plate, não tenha sido seduzido por nenhuma proposta, seguindo em Núñez.

Ricardo Gareca fracassou no Palmeiras em 2014, Edgardo Bauza não conseguiu empolgar no São Paulo, em 2016, Eduardo Coudet deixou o trabalho pela metade no Internacional, em 2020, Ariel Holan não durou muito no Santos, em 2021, e Hernán Crespo, que chegou a empolgar no São Paulo, também em 2021, tirando o clube da fila no Campeonato Paulista, não conseguiu terminar a temporada no Morumbi.

El Turco tem agora a chance de interromper este longo jejum dos treinadores argentinos no Brasil. Um grupo de qualidade para isso, ele terá na Cidade do Galo.