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TRANSPORTE

Empresas de ônibus da Grande BH falam em 'colapso', mas governo não avalia socorro

Sindicato calcula perdas com a pandemia em R$ 380 milhões e pede 52% de reajuste no preço das passagens; Governo de Minas só aceita reajustar até a inflação

15/01/2022 09h12
Por: Redação

Por Itasat

Na semana em que duas empresas de ônibus do transporte coletivo de Belo Horizonte paralisaram suas atividades devido a um "colapso financeiro", o sindicato que representa as concessionárias do transporte metropolitano também diz ser "urgente" que o Governo de Minas consiga viabilizar meios para que as companhias continuem operando. 

Em posicionamento, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros Metropolitano (Sintram) diz que envia, todos os meses, o déficit que a pandemia impôs às concessionárias que operam nas mais de 30 cidades da Grande BH. Até agora, pelas contas do sindicato, o prejuízo chega a R$ 380 milhões. 

"Nesse sentido, torna-se URGENTE a viabilização por parte dos órgãos gestores de meios para que as consorciadas consigam arcar com os seus compromissos assumidos com fornecedores e folha de pagamento e desta forma terem condições de continuar ofertando um serviço essencial para a população e evitar assim, o colapso do sistema", diz o Sintram, em nota.

O sindicato alega, ainda, que as empresas vem pagando integralmente o acréscimo nos insumos, cujos custos incidem no preço da tarifa e que negocia junto à Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra) uma forma de que os custos sejam cobertos "sem onerar os usuários pagantes do sistema metropolitano".

Negociação

As empresas que operam o transporte nas cidades da Grande BH pediram aumento de 52% no valor das passagens para este ano, levando como justificativa os prejuízos e aumento no preço dos insumos. Técnicos da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra) reconheceram a necessidade de aumentar o valor da passagem em 13%, percentual próximo ao da inflação, muito menor do que pleiteia o sindicato.

De acordo com o secretário Fernando Marcato, a pasta mantém interlocução com os empresários e avalia o pleito do Sintram para o reajuste. 

"No ano passado foi dado o reajuste e isso permitiu que as empresas pudessem recompor os custos delas. O reajuste é algo contratual e relacionado à inflação. Não está relacionado a subsídio ou à pandemia", justifica. 

O chefe da pasta, no entanto, descarta qualquer tipo de interrupção da atividade das empresas, como ocorreu no sistema municipal. 

"Nós não antecipamos qualquer colapso ou interrupção do sistema metropoltano agora", avalia.  

Preço da passagem

Marcato, no entanto, confirma que o Governo de Minas avalia assumir para si ao menos parte dos custos com o reajuste da inflação. A medida seria uma alternativa para evitar que, em ano eleitoral, houvesse aumento no preço da tarifa de ônibus. 

Conforme já antecipado, a proposta que a Seinfra tem na mesa é a de arcar com um custo mensal de R$ 8 milhões, valor que seria próximo ao do custo com a gratuidade de passagens. A princípio, essa despesa seria assumida no primeiro trimestre do ano, totalizando R$ 24 milhões. 

No entanto, a pasta também avalia prorrogar o repasse até o fim do ano, para evitar um reajuste ainda mais próximo do primeiro turno das eleições. Com isso, o custo assumido poderia chegar a R$ 96 milhões até o fim do ano.