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Samsung sente queda na demanda por eletrônicos

Empresa tem diminuído a jornada e cortado horas extras em fábrica do Vietnã

05/08/2022 09h02
Por: Redação

Com Itasat

A queda na compra de eletrônicos parece ter atingido a Samsung. Em junho, o The Elec estimava que a companhia podia ter 50 milhões de aparelhos parados em estoque — a maior parte deles intermediários da família Galaxy A. Agora, uma reportagem da Reuters aponta que a produção foi reduzida na fábrica da companhia em Thai Nguyen, no Vietnã.

A unidade tem capacidade para fabricar cerca de 100 milhões de dispositivos por ano, mas a jornada dos trabalhadores acaba de ser reduzida. "Vamos trabalhar apenas três dias por semana. Algumas linhas estão se ajustando a uma semana de trabalho de quatro dias em vez dos seis de antes. E, claro, não são necessárias horas extras", diz o funcionário Pham Thi Thuong à Reuters. Ele destaca que, no mesmo período do ano passado, as atividades estavam mais intensas. “Está tão morno agora", compara.

Durante a apresentação de resultados do primeiro semestre, realizada no fim de julho, a Samsung aparentou otimismo em relação à demanda por smartphones na segunda metade do ano. De acordo com a empresa, as interrupções no fornecimento foram resolvidas e a demanda deve permanecer estável ou até crescer. Já os gerentes, segundo Pham, dizem que os estoques estão altos e que não há muitos pedidos novos.

Os trabalhadores entrevistados pela Reuters dizem que os negócios não estão bons. Pham e seus amigos dizem que que nunca viram cortes mais profundos de produção. Eles trabalham para a Samsung há cerca de cinco anos. “Há uma baixa temporada todos os anos, geralmente entre junho e julho, mas isso significa que não há horas extras, não cortes de dias úteis", relata.

Empresa transformou região

A Samsung é a maior investidora e exportadora estrangeira do Vietnã. Chegou a Thai Nguyen há quase 10 anos e transformou a área em um polo industrial em expansão — hoje, marcas chinesas, como a Xiaomi, também são produzidas lá. A Samsung tem seis fábricas no país, onde faz de componentes de telefones a geladeiras e máquinas de lavar. Sozinha, a companhia contribui com um quinto das exportações totais do país.

Para atrair trabalhadores para a região, ofereceu benefícios generosos, como refeições e acomodações subsidiadas ou gratuitas. Agora, com as horas de trabalho reduzidas, muitos sentem o aperto. "Meu salário foi cortado pela metade no mês passado porque trabalhei apenas quatro dias e passei a semana restante sem fazer nada", diz Nguyen Thi Tuoi.

Uma funcionária que não quis se identificar acha que não deve haver corte de empregos. “Apenas alguns cortes de horas de trabalho para se adequar à atual situação global", diz. “Espero que o corte atual não dure muito e que, em breve, voltemos ao ritmo normal.” À Reuters, a Samsung diz que não discutiu redução da meta anual de produção no Vietnã.

No ano passado, a Samsung vendeu cerca de 270 milhões de smartphones. Para a consultoria Gartner, neste ano, as remessas globais de aparelhos devem diminuir 6%. Os principais motivos são os cortes nos gastos do consumidor e a forte queda nas vendas na China.