Por Itasat
Representantes do setor industrial e do agronegócio de Minas Gerais estão animados com os últimos resultados da economia da China. O Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 3,2% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano passado, depois de uma queda de 6,8% nos 3 primeiros meses do ano, como reflexo da pandemia do novo coronavírus.
A China é o principal parceiro comercial de Minas. Entre 25 e 30% das exportações das indústrias do estado vão para o país asiático, principalmente minério, celulose, couro e ferro-gusa. No caso do agronegócio, 29% de todos os produtos vendidos para o exterior de janeiro a maio foram destinados para a China, principalmente soja, carne bovina e celulose.
De acordo com o consultor de negócios internacionais da Federação das Indústrias de Minas (Fiemg), Alexandre Brito, novas ondas de contaminação de covid-19 no país asiático podem atrapalhar as negociações comerciais, mas ele considera que o momento seja de otimismo.

“Pode ter algum surto isolado, mas a experiência está mostrando que isso não deve afetar o comércio, a não ser que seja em uma região importante do tráfico mundial de mercadorias. Mas, eu acredito que a Ásia, os países asiáticos têm sido rápidos em isolar esses surtos e isso não tem afetado muito. A gente espera que não afete muito o comércio daqui por diante.”
Segundo a coordenadora da Assessoria Técnica da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg), Aline Veloso, a meta é não é somente manter, mas também ampliar os negócios com a China. Para isso os produtores passam por vários processos de capacitação para o mercado internacional.
“O foco do projeto são cinco cadeias prioritárias: café, mel, lácteos, pescados e hortifrútis. O produtor rural pode entrar no nosso portal, fazer o cadastro, responder um questionário, onde a partir desse questionário nós vamos avaliar o status e a necessidade da orientação desses produtores para a sua formação para o mercado internacional e direcioná-lo a várias ações, participação em missões, participação em rodadas de negócio, capacitações técnicas para que, a partir disso, o produtor tenha a robustez para atingir as exportações.”