O serviço de urologia da Santa Casa BH vai realizar neste sábado, 28, um mutirão de cirurgia de fimose. São esperados 15 pacientes encaminhados pela Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte para os procedimentos de postectomia, além de um paciente que precisará passar por uma linfadenectomia em um caso de câncer de pênis.
A postectomia consiste na remoção da pele que cobre a glande, que quando não sai naturalmente causa dores e desconforto ao urinar, além de possibilitar a melhor higienização do local e evitar infecções que podem causar o câncer de pênis. Os procedimentos são simples, com anestesia local, não exigem internação e costumam levar cerca de 40 minutos.
Brasil é recordista de casos de câncer de pênis no mundo
Mais do que melhorar a qualidade de vida desses pacientes, esse mutirão vai ao encontro da campanha da Sociedade Brasileira de Urologia que, sempre em fevereiro, chama a atenção dos homens quanto aos riscos do câncer de pênis. Entre 2021 e 2025, mais de 2,3 mil pessoas morreram em decorrência da doença no país e outros 2,9 mil tiveram que amputar o pênis no mesmo período, segundo dados do Ministério da Saúde. A presença de fimose e a má higienização do local são os principais fatores de risco para a doença.
O urologista da Santa Casa BH, Dr. Felipe Câmara, que atuará no mutirão, explica como notar sinais que podem indicar um possível tumor. “Quando o paciente nota feridas que não cicatrizam, verrugas ou caroços, secreções, sangramento da glande ou até mesmo coceira persistente, ou qualquer outra alteração no pênis, ele tem que procurar um atendimento médico para avaliar a situação”, esclarece.
A higienização adequada com água e sabão, o uso de preservativos e a vacinação contra o HPV, disponível gratuitamente pelo SUS, são medidas fundamentais na prevenção da doença.
Mais de um século de excelência no combate ao câncer
Pioneira no atendimento a pacientes oncológicos em Minas Gerais, a Santa Casa BH acumula mais de 100 anos de experiência no tratamento da doença. O Instituto de Oncologia oferece toda a linha de cuidado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), abrangendo consultas clínicas, atendimento ambulatorial, quimioterapia, radioterapia, internações e cirurgias oncológicas, entre outros serviços.
A Santa Casa BH investe continuamente em inovação, sendo um dos poucos hospitais do estado a contar com dois aceleradores lineares, equipamentos de última geração utilizados no tratamento por radioterapia. Essa estrutura avançada permite dobrar a capacidade de atendimento e reduzir significativamente a fila de espera, garantindo acesso mais rápido e eficiente à terapia oncológica.
Em 2024, a unidade registrou 82.293 atendimentos adultos e pediátricos, consolidando-se como o único serviço do estado com uma estrutura integrada para todas as necessidades do tratamento oncológico em um único local. O instituto conta com 13 especialidades, entre elas oncologia clínica e pediátrica, onco-hematologia, radioncologia, mastologia, urologia, coloproctologia, cirurgia oncológica geral e torácica.
Para dimensionar a grandiosidade do instituto, apenas em 2024 foram realizados:
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22.225 tratamentos oncológicos, incluindo sessões de quimioterapia (pediátrica e adulta) e hormonioterapia;
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23.680 consultas em especialidades cirúrgicas;
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20.685 sessões de radioterapia.
Estes números só foram possíveis graças ao apoio de uma ampla rede de parceiros, incluindo os guardiões do Instituto de Oncologia Santa Casa BH e os deputados Weliton Prado e Elismar Prado, que destinam emendas parlamentares para custear projetos como a Carreta da Família, que permitiu que o Instituto de Oncologia Santa Casa BH alcançasse comunidades remotas, promovendo a saúde e o bem-estar de milhares de pessoas.