Por Itasat
O rompimento da barragem de Fundão em Mariana, que deixou 19 mortos, completa cinco anos no próximo dia 5 de novembro. E, até hoje, cerca de quatro mil famílias de Santa Cruz do Escalvado, de Rio Doce e da comunidade de Xopotó brigam na Justiça por indenização.
Segundo o coordenador jurídico dos atingidos, Domingos de Araújo Neto, as famílias ainda esperam decisões judiciais e acordos com a Fundação Renova, criada pela Samarco e pela Vale para reparar os danos causados pela tragédia.
“Foi judicializado uma demanda coletiva na 12ª Vara Federal em BH. Esse processo ainda está em curso. Foram levados pleitos voltados à ampliação do pagamento de auxílio financeiro emergencial e a indenização de todas as categorias do território — pescadores, produtores rurais, comerciantes. Essas propostas indenizatórias foram construídas com o coletivo das comunidades”, diz.
De acordo com Domingos Neto, das quatro mil famílias, apenas cerca de 500 pessoas recebem o auxílio financeiro emergencial nas categorias de faiscadores e pescadores artesanais. “Todas as demais categorias estão sem qualquer tipo de indenização e atendimento por parte da Fundação Renova”, alega.
“A gente espera que agora com a judicialização coletiva todo esse cenário de letargia e apatia da Fundação Renova seja revisto. A gente confia na assertividade do poder Judiciário em trazer uma solução concreta”, completa.