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Sinal amarelo

Ocupação de UTI para covid-19 em BH cresce pelo 11º dia seguido; infectologista alerta

A taxa, que na segunda-feira (23), era de 39,5%, nesta terça subiu para 40,4%

25/11/2020 11h16
Por: Ricardo Chaves

Por Itasat

Pelo 11º dia consecutivo aumenta a taxa de ocupação nos leitos de terapia intensiva em Belo Horizonte destinados a pacientes com a covid-19. A taxa, que na segunda-feira (23), era de 39,5%, nesta terça subiu para 40,4%.

Nas últimas 24 horas foram confirmadas oito mortes. O número total chega a 1.622 óbitos. São, até agora, 53.115 casos confirmados da doença, sendo 245 nas últimas 24 horas em Belo Horizonte.

O RT, que mede a velocidade de transmissão da doença, caiu e está em 1,08, no nível amarelo, ainda em tendência de alta.

 

O presidente da Sociedade Mineira de Infectologia, Estevão Urbano, revelou os motivos deste aumento. “Foi percebido isso dois dias antes das eleições. Nós começamos a acompanhar e isso vem se mantendo durante essa semana que passou e mais essa em que estamos. Já era esperado um aumento da circulação viral por vários motivos: flexibilizações, viagens, mas principalmente um certo relaxamento da população, por exemplo, no uso de máscara”, disse.

Segundo o infectologista, muitas vezes, pelo cansaço emocional de tanto tempo de pandemia, e também pela redução dos números, algumas pessoas acreditaram que ela tinha acabado. Diante disso, era esperado esse aumento porque as pessoas se aglomeram mais. “O vírus continua circulando e aguarda essas situações de relaxamento para aumentar as infecções”, ressaltou.

“A dúvida é se essas infecções vão chegar num ponto em que vão voltar a uma tendência a diminuição ou se elas irão continuar crescendo, eventualmente até explodindo, como já existe em alguns estados do Brasil e em vários países do hemisfério Norte. Isso é impossível de saber exatamente. Então estamos alertas pelo fato de que qualquer situação é possível. A gente torce para que seja um aumento pontual e que logo isso decresça, mas estamos preparados para eventuais aumentos que possam elevar as internações e ocupação de leitos”, finalizou.