Por Itasat
O preço do tomate não para de subir e o alimento desponta como o principal responsável pelo aumento do custo da cesta básica em Belo Horizonte. Pesquisa divulgada neste mês pelo Instituto de Pesquisas Econômicas Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead), mostra que o produto teve alta de 40,72% no último mês contribuindo para que a cesta básica chegasse ao valor de R$ 604,22, o maior desde 1994 quando foi implementado o plano real.
A Itatiaia foi às ruas da capital para saber como está o consumo do tomate entre os belo-horizontinos. Percorrendo sacolões em bairros das regiões Nordeste, Noroeste e Pampulha, foi encontrada variação de 86% no preço do quilo do alimento. O mais barato estava a RS 6,99 o quilo e o mais caro a R$ 12,99. Mesmo com o preço salgado, as pessoas não deixaram de levar pelo menos algumas unidades para compor o prato do dia a dia.
Este é o caso de Odete de Souza Cunha, que admite não ser mais possível comprar o produto em abundância. "Se estou com vontade, vou lá e compro um, dois só. Não fico sem ele. Mas está muito caro".
José Ribeiro também reduziu a quantidade de tomates que compra. "Comprei um pouquinho porque o preço do tomate está bem salgado. Paguei R$ 6,99, mas já achei de R$ 9,99. Esse preço achei razoável, mas ainda assim bem caro. Para quem pagava R$ 1,99, R$ 2 está muito caro", lamenta,

Conforme o analista de agronegócios da Federação da Agricultura e Pecuária de Minas Gerais (Faemg) Caio Coimbra, a queda da oferta está entre os fatores que provocam aumento do preço. Fatores climáticos são outro motivo.
"No meio do ano tivemos fortes frentes frias que atrapalharam a produção. Em setembro, teve um clima muito quente e seco, isso também atrapalha a produção de tomate. E agora estamos com chuvas em muito volume, o que também atrapalha a produção", afirmou.
"Precisamos produzir mais para regularizar o preço e aumentar a oferta. Com isso, os preços poderão começar a cair novamente", completou.