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Segundo revendedores

Preço médio do gás de cozinha sobe 50% em dois anos e altas seguem em 2022

Revendedores responsabilizam política de preços da Petrobras e privatização de refinarias

12/02/2022 10h21
Por: Redação

Por Itasat

Revendedores de gás de cozinha responsabilizam a política de preços da Petrobras e as privatizações de refinarias pelos aumentos recentes do produto. Entre janeiro de 2020 e dezembro de 2021, o preço médio do botijão de 13 kg no Brasil saltou de R$ 69,74 para R$ 102,32, cerca de 50% de aumento. E as altas não devem parar em 2022.

Presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de Gás Liquefeito, Alexandre Borjaili resume: "A Petrobras sobe [o preço], as companhias repassam e o consumidor paga a conta". Ele ressalta que o aumento dos últimos dois anos deveria ser ainda maior. 

"Os revendedores, vendo que o consumidor não tinha mais poder aquisitivo para comprar o gás, começaram a segurar parte desse aumento. Muitos revendedores não conseguiram continuar e saíram do mercado", analisa. 

"A atividade de revenda de GLP é destinada exclusivamente à venda de gás de cozinha à população. A partir do momento que o gás deixa de ser acessível, deixa de ser acessível também a atividade de revenda. É o que está ocorrendo hoje pelo Brasil todo", prosseguiu.

Para o futuro, as expectativas são de novos aumentos. "Mesmo porque as revendas que estão hoje no mercado, se não praticarem os aumentos repassados pelas distribuidoras, ocorrerá quebradeira geral", alertou.