Por Itasat
Os preços dos combustíveis estão mais caros a partir desta sexta-feira (11). A gasolina será reajustada em 18,7%; o diesel, em 24,9% e o Gás Natural Liquefeito (GLP), 16% nas suas refinarias. O novo reajuste é impactado pela guerra na Ucrânia, mas os aumentos fazem parte da rotina desde o governo Michel Temer (MDB), que adotou o preço do mercado internacional como referência, política mantida pelo governo Bolsonaro.
Nos últimos 12 meses, os reajustes medidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registraram alta superior a 42% no preço da gasolina, mais de 45% no litro do óleo diesel e 31% no preço do botijão de gás.
PPI
Mas como funciona a política da Petrobras? A estatal de economia mista, que teve lucro superior a R$ 100 bilhões em 2021, adota o Preço de Paridade de Importação (PPI) para definir os reajustes dos valores da gasolina e óleo diesel em suas refinarias. Por essa política, os preços internos devem subir em linha com a valorização das cotações do petróleo e dos seus derivados nos principais mercados mundiais de negociação, como o do Golfo do México, nos EUA, e o de Londres.

Além da commodity, pesam no cálculo da estatal o câmbio e custos de importação. Isso porque os principais concorrentes da empresa, atualmente, são os importadores e o objetivo da Petrobras é manter seus preços próximos aos deles.
Conforme especialistas, o PPI é o interesse em atrair investidores para as refinarias à venda.