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Entenda a política de preço da gasolina, que registra alta de 42% em 12 meses

Baseado no dólar, Preço de Paridade de Importação (PPI) impacta fortemente no bolso do brasileiro

11/03/2022 11h17
Por: Redação

Por Itasat

Os preços dos combustíveis estão mais caros a partir desta sexta-feira (11). A gasolina será reajustada em 18,7%; o diesel, em 24,9% e o Gás Natural Liquefeito (GLP), 16% nas suas refinarias. O novo reajuste é impactado pela guerra na Ucrânia, mas os aumentos fazem parte da rotina desde o governo Michel Temer (MDB), que adotou o preço do mercado internacional como referência, política mantida pelo governo Bolsonaro.  

Nos últimos 12 meses, os reajustes medidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registraram alta superior a 42% no preço da gasolina, mais de 45% no litro do óleo diesel e 31% no preço do botijão de gás. 

PPI 

Mas como funciona a política da Petrobras?  A estatal de economia mista, que teve lucro superior a R$ 100 bilhões em 2021, adota o Preço de Paridade de Importação (PPI) para definir os reajustes dos valores da gasolina e óleo diesel em suas refinarias. Por essa política, os preços internos devem subir em linha com a valorização das cotações do petróleo e dos seus derivados nos principais mercados mundiais de negociação, como o do Golfo do México, nos EUA, e o de Londres. 

 Além da commodity, pesam no cálculo da estatal o câmbio e custos de importação. Isso porque os principais concorrentes da empresa, atualmente, são os importadores e o objetivo da Petrobras é manter seus preços próximos aos deles. 

Conforme especialistas, o PPI é o interesse em atrair investidores para as refinarias à venda.