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'Quem trata do processo eleitoral são as forças desarmadas', diz Fachin

Presidente do TSE reagiu a declarações recentes do presidente Jair Bolsonaro sobre atuação das Forças Armadas nas eleições

13/05/2022 09h40
Por: Redação

Por Itasat

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin reagiu a declarações recentes do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o processo eleitoral e afirmou que o que cabe às Forças Armadas é o "acompanhamento" das eleições. A declaração foi dada em entrevista nesta quinta-feira (12), quando Fachin também, afirmou que quem trata do processo eleitoral são as "forças desarmadas". 

"A contribuição que se pode fazer é uma contribuição de acompanhamento do processo eleitoral. Quem trata de processo eleitoral são forças desarmadas. E portanto, as eleições dizem respeito à população civil que, de maneira livre e consciente, escolhe seus representantes", declarou Fachin. 

Ainda de acordo com ele, a Justiça Eleitoral está disponível para o diálogo e a colaboração, mas que "jamais estará aberta a se dobrar a quem quer que queira tomar as rédeas do processo eleitoral". 

"Diálogo, sim, como eu disse, colaboração, sim, como eu disse, mas, na Justiça Eleitoral quem dá a palavra final é a Justiça Eleitoral", afirmou. 

Reação

As declarações de Fachin foram dadas em um evento da Justiça Eleitoral sobre segurança das urnas eletrônicas e são uma reação a declarações recentes do presidente Jair Bolsonaro (PL) sobre o processo eleitoral. 

Na semana passada, o presidente disse que seu partido iria contratar uma auditoria antes das eleições para averiguar se o sistema era seguro. De acordo com Bolsonaro, o trabalho começaria "em 30 ou 40 dias", portanto, antes das eleições, e que a auditoria deve pedir informações ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e às Forças Armadas sobre a realização do pleito. 

"Não estou falando que vai, mas que pode acontecer. Sabe o que pode acontecer? Em poucas semanas de trabalho, essa empresa que faz auditoria no mundo todo pode chegar à conclusão que, dada a documentação que tem na mão e o que já foi feito até o momento para melhor termos eleições livres de qualquer suspeita, que é impossível auditar e não aceitar fazer o trabalho. Olha que ponto vamos chegar", disse.

Bolsonaro ainda debochou dos resultados das pesquisas eleitorais, que têm colocado seu adversário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na liderança e disse que, com a contratação da auditoria, quer "garantir a eleição do Lula". 

"O que é comum nas republiquetas? O chefe do Executivo conspirar para ficar no poder, conspirar para fraudar eleições. Aqui é exatamente o contrário. Já que as pesquisas dizem que o senhor Lula tem 40%, o Lula vai ganhar. Então, quero garantir a eleição do Lula com esse processo aqui", afirma. 

Sala escura

Antes de falar em auditoria, Bolsonaro afirmou erroneamente que a apuração dos votos é feita em uma "sala escura" do TSE, com a presença de meia dúzia de pessoas e que as Forças Armadas deveriam ter acesso a esse "duto" para acompanharem o processo. A "suspeita" foi desmentida pelo próprio TSE em resposta a questionamentos feitos pelo Ministério da Defesa na última semana. 

"Não há, pois, com o devido respeito, 'sala escura' de apuração. Os votos digitados na urna eletrônica são votos automaticamente computados e podem se contabilizados em qualquer lugar, inclusive, em todos os pontos do Brasil", diz trecho do ofício, que tem 35 páginas e responde aos questionamentos elaborados pelas Forças Armadas.