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'Não está no radar', diz Rodrigo Pacheco sobre privatização da Petrobras

Declaração foi dada após ministro de Minas e Energia apresentar pedido para iniciar estudos sobre privatização da empresa

13/05/2022 09h45
Por: Redação

Por Itasat

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG) declarou nesta quinta-feira (12), que o processo de privatização da Petrobras "não está no radar". O senador concedeu uma entrevista coletiva após participar de um encontro com secretários estaduais de Fazenda sobre o preço dos combustíveis. 

"Não considero que esteja no radar a privatização da Petrobras porque o momento é muito ruim para isso", afirmou. 

Pacheco disse que o momento é de dificuldade de valorização de ativos e necessidade de estabilidade, o que não impede que o tema seja estudado a fundo. 

"Não é uma medida rápida de ser tomada e isso vai demandar muito diálogo, participação da sociedade civil e de todas as instâncias porque a Petrobras é um ativo nacional", afirmou.

O presidente do Senado também cobrou que a empresa se envolve nas discussões para uma solução para a alta nos preços dos combustíveis. Nesta semana, a estatal anunciou mais um aumento, dessa vez de cerca de R$ 0,40 no preço do litro do diesel. 

"Estamos vivendo um momento muito agudo de crise dos combustíveis e fica essa dicotomia entre esse lucro estratosférico desproporcional frente a outras companhias do mundo. Nós temos que reconhecer aqui que é um ativo nacional, uma empresa bem-sucedida no nosso país, que precisa ser valorizada, mas que é devidamente adequado pensar que ela deva contribuir para a solução do aumento dos combustíveis", declarou. 

O senador disse que a União colaborou no sentido de reduzir os impostos federais, que os governadores congelaram a alíquota do ICMS que incide sobre os combustíveis no ano passado e que o Congresso Nacional aprovou uma proposta que estabelece a monofasia tributária. No entanto, segundo ele, ainda falta à companhia cumprir sua finalidade social.

"Esses dividendos que hoje são estratosféricos, muito além da média mundial para uma empresa desse segmento, devem ser revertidos para sociedade. Não é confisco, não é fundo, mas uma conta para que a União possa contribuir, principalmente depende do combustível para sobreviver, como caminhoneiros, motociclistas de entregas e motoristas de aplicativo", afirmou logo após a reunião. 

Privatização

A fala de Rodrigo Pacheco contra a privatização da Petrobras se dá no momento em que o ministro de Minas e Energia, Adolfo Sachsida, entrega ao ministro da Economia, Paulo Guedes, pedido para iniciar os estudos de privatização da Petrobras e da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA), a estatal responsável por comercializar o óleo e o gás extraídos da camada pré-sal.

"Encaminho imediatamente à Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos para que ela faça uma resolução 'ad referendum' e inicie os estudos. Isso deve ser feito hoje mesmo e vamos dar sequência aos estudos para a PPSA e, depois então, para o caso da Petrobras”, afirmou Guedes em entrevista coletiva.

Ontem, em seu primeiro discurso como ministro de Minas e Energia, Sachsida afirmou que é urgente dar prosseguimento ao processo de capitalização da Eletrobras e que vai priorizar os estudos para a privatização da Petrobras e da Pré-Sal Petróleo S.A. Ele antecipou que seu primeiro ato como ministro seria solicitar a Guedes, presidente do conselho do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), a inclusão desses novos estudos de privatização.