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volta da fome

Pesquisa mostra que quase 16% das famílias mineiras não têm o que comer

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (14) pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar

14/09/2022 08h35
Por: Redação

Com Itasat

Dados divulgados nesta quarta-feira (13), pela Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar mostram que, em Minas Gerais, 15,9% das famílias não têm o que comer, ou seja, têm Insuficiência Alimentar Grave (sentem fome e não comem por falta de dinheiro para comprar alimentos; fazem apenas uma refeição por dia, ou ficam o dia inteiro sem comer). A coleta de dados foi realizada de novembro de 2021 a abril de 2022. Em Minas Gerais, 502 municípios foram avaliados.

As entrevistas foram realizadas em todas as macrorregiões brasileiras, abrangendo 577 municípios, distribuídos nos 26 Estados e Distrito Federal. Foram entrevistadas pessoas em 12.745 domicílios, sendo obtidas informações sobre 35.022 indivíduos. No estado de São Paulo, quase sete milhões de pessoas não têm o que comer. Alagoas é o estado em que os casos graves são mais frequentes e atingem 36% das famílias. Nessa situação, as pessoas têm fome e não comem porque não tem dinheiro para comprar os alimentos.

Entre os fatores apontados durante a pesquisa que mostram o porquê das famílias estarem em situação de Insegurança Alimentar (grave, moderada ou leve) o desemprego é determinante na condição de vulnerabilidade social. Quanto à Insuficiência Alimentar Leve, a média nacional de 28,% é inferior à observada no Amapá, Ceará, Bahia, Paraíba, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e DF, cujos percentuais indicam uma condição de instabilidade na capacidade das famílias de acesso aos alimentos, expressa, principalmente, pela preocupação com a falta de alimentos no futuro próximo.

Fome

A Insuficiência Alimentar Grave (fome), que atinge 15,5% da população brasileira, afeta proporção maior de famílias em todos os Estados do Norte e do Nordeste, exceto Rondônia, Bahia, Rio Grande do Norte e Paraíba, cujas estimativas estaduais foram inferiores à média nacional.

O Sudeste é a região mais populosa do País e tem, em números absolutos, o maior contingente de pessoas passando fome, das quais 6,8 milhões em São Paulo e 2,7 milhões no estado do Rio de Janeiro. Entretanto, considerando o total das populações de cada macrorregião, a maior proporção daqueles que convivem com a fome é de moradores das regiões Norte e Nordeste do país.

Os resultados revelam que 41,3% dos domicílios estavam em situação de Suficiência Alimentar, enquanto em 28,% havia incerteza quanto ao acesso aos alimentos, além da qualidade da alimentação já comprometida. Restrição quantitativa aos alimentos ocorria em 30,1% dos domicílios, dos quais 15,5% convivendo com a fome. Em termos populacionais, são 125,2 milhões de pessoas residentes em domicílios com Insuficiência Alimentar (IA) e mais de 33 milhões em situação de fome.

A fome está presente em 43,0% das famílias com renda per capita de até 1/4 do salário mínimo, e atinge mais as famílias que têm mulheres como responsáveis e/ou aquelas em que a pessoa de referência é preta ou parda.

A crise econômica, a pandemia e a carência de políticas públicas, conforme apontam a pesquisa, explicam o recuou da Insuficiência Alimentar e da fome entre o final de 2020 e o início de 2022. Mesmo o Auxílio Brasil, vigente no período do Inquérito, não mitigou a grave situação social do povo brasileiro, uma vez que a fome ainda estava presente em 21,5% dos domicílios das famílias que solicitaram e conseguiram receber o benefício deste programa social, aponta a pesquisa.

Comparativo

Entre o último trimestre de 2020 e o primeiro de 2022, a Insuficiência Alimentar (IA) grave subiu de 9,% para 15,5%, incorporando, em pouco mais de 1 ano, 14 milhões de novos brasileiros ao mapa da fome. Para a Pesquisa, o que aponta esse crescimento de pessoas que passam fome no Brasil está ligado às desigualdades sociais que resultam de processos econômicos e políticos, com destruição de instituições e políticas públicas, desde 2016.