Em recente entrevista ao site Plantão Regional, o prefeito de Sete Lagoas Duílio de Castro disse que existe uma proposta para ser levada ao Gabinete de Gestão de Crise do Coronavírus.

“Ficamos responsabilizados de apresentar uma proposta de flexibilização do comércio visando a recuperação econômica da cidade. O comitê pediu 10 dias para estruturarmos melhor o sistema de saúde do município. O objetivo é dividir o fluxo de pessoas circulando pela cidade e não sobrecarregar o transporte coletivo”.
De acordo com o prefeito a proposta é: "Uma parte do comércio abre de 7h às 12h e outra de 14h às 19h. Esse intervalo de 2h (entre 12h e 14h) seria o tempo suficiente para que pessoas que trabalharam no primeiro horário cheguem em casa, com limitações no transporte público. A prefeitura funcionará entre 10h e 16h”, antecipa.
No entanto, continuaria suspensa a promoção de eventos, velórios, a volta às aulas e o funcionamento de clubes ou academias.
Vale salientar que os segmentos autorizados a abrir terão que cumprir medidas preventivas à Covid-19. Dentre elas: os estabelecimentos devem adotar constantes ações de limpeza; disponibilizar produtos de assepsia aos clientes, EPIs e produtos de assepsia aos funcionários; ações de distanciamento entre os consumidores e controle de fila/acessos para evitar a aglomeração de clientes; além de divulgar medidas de prevenção e enfrentamento da pandemia do novo coronavírus.
Nossa reportagem conversou com José Roberto, presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI) e de acordo com ele, " o prefeito está com boa vontade em flexibilizar o Decreto, porém, existe a quantidade mínima de leitos, neste , caso cem; pois caso aconteça um surto de Covid-19, a Secretaria de Saúde conseguiria atender todos os doentes".
Sete Lagoas possui 68 leitos até o momento, existe uma previsão de mais 20. " O prefeito pode ser até processado, caso o município não atenda a demanda aconselhada pelo Ministério Público. Mas agora com o laboratório de testes para o coronavírus pronto, os hospitais estão aumentando o número de leitos, teremos o hospital de campanha. Sendo assim, o promotor poderá autorizar a reabertura com organização, com responsabilidade dos comerciantes e critérios. claro com o aval do secretário de saúde", disse José Roberto.
José Roberto ainda lembra quê: " A tendência é que a flexibilização aconteça, a não ser que o laboratória constate muitos casos positivos, são quase 600 casos suspeitos. Neste caso o promotor não concordaria e a responsabilidade seria do prefeito e secretário respectivamente".
Governo de Minas define plano para flexibilizar isolamento e reabrir comércio no estado
O governo de Minas Gerais definiu o plano que vai afrouxar o isolamento social e retomar a atividade econômica no Estado. A estratégia é criar uma espécie de protocolo a ser passado aos prefeitos, que ficarão responsáveis por adotar a flexibilização. As primeiras medidas de distanciamento entre as pessoas e paralisação de empresas e estabelecimentos comerciais por causa da pandemia do novo coronavírus foram tomadas no dia 17 de março.
O programa batizado de "Minas Consciente" foi dividido em 4 ondas: essenciais (onda 0), baixo (onda1), médio (onda 2) e alto risco (onda 3), considerando as variáveis econômicas e o impacto no sistema de saúde (confira detalhes ao fim da matéria). Toda a retomada ocorrerá de forma gradual.
De acordo com o governador Romeu Zema (Novo) “os protocolos gerais serão disponibilizados a partir da próxima semana e a adesão ao programa por parte do município será opcional, por meio de Decreto Municipal”.
O plano de flexibilização das medidas de isolamento no Estado foi dividido em 4 ondas: essenciais, baixo, médio e alto risco, considerando as variáveis econômicas e o impacto no sistema de saúde.
A posição acontece no mesmo dia em que o governador de São Paulo João Doria (PSDB), apresentou o Plano São Paulo, projeto para abrir alguns setores da economia em algumas regiões do Estado e afirmou que, apesar disso, pode ampliar o período de quarentena para depois de 10 de maio. Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Goiás, Espírito Santo, Paraíba, Sergipe e Tocantins - e o Distrito Federal já afrouxaram desde a semana passada o isolamento social, imposto para conter o avanço do novo coronavírus no Brasil. Especialistas divergem sobre o tema.
Foi definido que as escolas não voltarão às atividades normais com menos de três meses. O retorno com prazo mais longo, no entanto, será na área da Cultura. Cinemas, casas de show, teatros e boates não vão funcionar por, pelo menos, 120 dias a partir desta quarta-feira.
As empresas serão divididas em grupos que serão classificados por cores. O verde, por exemplo, será para empresas que poderão retomar as atividades mais rapidamente. O vermelho, para setores que vão demorar mais para retomarem o funcionamento. O Governo quer, ainda, dar prioridade a grandes empresas, de alto impacto econômico, que necessitam de número menor de funcionários para operar. Um calendário com as cores e as empresas atribuídas a cada uma delas será entregue às prefeituras.
Ficou definido ainda que a aplicação das medidas será iniciado pelo Interior. Grandes centros, pelo número maior de pessoas, deverão ter abertura mais lenta. Empresários vêm exercendo forte pressão no Estado pela retomada da atividade econômica.