Por Itasat
Na semana passada, as prefeituras do Rio de Janeiro, São Paulo e Salvador já começaram a discutir estratégias para o Carnaval de 2021. Uma questão levantada foi a possibilidade de adiamento do evento. A ideia é que as cidades encontrem uma data em comum para realização da festa, que poderia acontecer até entre os meses de junho ou julho do ano que vem. Belo Horizonte ainda não entrou nessa discussão.
A Belotur, empresa municipal de turismo de Belo Horizonte, responsável pela organização do evento, não se pronunciou sobre uma possível data.
Os blocos de rua que, se tornaram o grande destaque do carnaval da cidade, reclamam de uma falta de conversa com o poder público e também sentem o peso do cancelamento de shows e eventos.

A maioria dos blocos possui bandas que movimentam a cultura da cidade, como explica Geo Cardoso, presidente da liga belo-horizontina de blocos.
"O momento agora é mesmo de priorizar a questão da saúde e auxílio de sobrevivência de boa parte da população, mas dentro dos nossos blocos a gente tem aí trabalhadores da cultura da música que estão sofrendo nesse momento e diante desse cenário, de uma possibilidade de adiamento ou não ter um carnaval, eu acredito que mais provável é ser adiado".
Para o presidente da Liga das Escolas de Samba, Márcio Eustáquio Tata, o momento é difícil. Tatá explica que tem havido sim algumas conversas entre a Belotur e as escolas de samba.
"Na tentativa de pensar em datas alternativas, o melhor de todos seria o fim da pandemia. A gente não vai fazer carnaval em cima do luto de ninguém, a gente não tem nem esse espírito. Então, a gente tá de olho para que se consiga o adiamento do carnaval como está previsto no Brasil todo. Nesse momento a gente não pode dar nenhuma certeza", afirma.