Por Itasat
Está marcada para o próximo sábado (25), mais uma manifestação nacional de entregador de alimentos por aplicativo. Eles vão reivindicar, entre outras questões, melhores condições de trabalho e remuneração.
Os motoboys, querem, por exemplo, tabela unificada de remuneração, valor mínimo por corrida, maior taxa por quilômetro rodado, redução do tempo de espera para buscar a refeição em restaurantes, auxílio e proteção por causa da pandemia de covid-19 e seguro em caso de roubos e acidentes.
Diego Barreto, diretor financeiro e vice-presidente de estratégia do iFood disse que ele não responde pelos concorrentes, mas disse que no caso do iFood muitas das reivindicações dos entregadores já são atendidas.

"Em relação ao pedido de cota mínima, o Ifood já faz isso. É uma rota mínima que, quando proporcionalizada pelo salário mínimo, ela é superior ao salário mínimo. Desde o ano passado, já tem seguro e durante a pandemia nós adicionamos o seguro coronavírus. Em relação ao tempo de espera em restaurantes, a gente precisa entender que não existe uma equação mágica. É impossível que você consiga cobrir perfeitamente a questão da espera. Se eu tivesse pagando por quilômetro rodado, a pessoa que entrega uma distância de 1 km, mas espera 15 no restaurante estaria sendo prejudicada. Pagamento por rota engloba isso".
Segundo ele, a questão da unificação de preços, não é possível. "Se as empresas sentarem à mesa e unificarem o preço para ter uma tabela é crime, porque isso é cartel. A gente acredita é que você precisa estabelecer um preço que tenha no mínimo como referência o salário mínimo. No caso do iFood, aqui os entregadores que efetivamente trabalham de 8 a 10 horas, por dia 5 dias por semana, eles ganham alguma coisa entre um salário mínimo e meio e dois salários mínimos", afirma.