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Flexibilização

Kalil diz que BH não vai aderir ao Minas Consciente em respeito ao comitê

Caso aderisse, a capital mineira teria que recuar na reabertura do comércio

11/08/2020 14h12
Por: Ricardo Chaves

Por Itasat

Belo Horizonte não vai aderir ao programa Minas Consciente, que orienta municípios quanto à reabertura gradual do comércio. O Executivo tinha até quarta-feira para se posicionar, após encontro com Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). A informação foi confirmada pelo prefeito Alexandre Kalil (PSD), que concedeu entrevista nesta terça-feira. Para justificar a decisão, ele disse que seria desrespeito como o comitê de enfrentamento à covid-19 que tem atuado na capital mineira.

“Nós não vamos aderir ao Minas Consciente por um motivo simples: é um plano que só este mês mudou três vezes. Estamos desde março no mesmo plano, nas mesmas regra, e eu não vou desrespeitar tanta gente que trabalhou tão duro para chegarmos no ponto que chegamos hoje”, disse. 

De acordo com Kalil, será feito um questionamento junto ao MPMG. “Dar dados, números. Papel não salva ninguém. O que salva é cesta básica, kit de higiene, restaurante popular. Dinheiro é que salva, não papel”, alegou.

“Vamos responder tecnicamente, respeitosamente, que estamos simplesmente obedecendo a uma ordem do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou que as ações de cada cidade serão determinadas pelo prefeito. Não estamos fazendo nada mais do que isso”, completou.

Conforme já noticiado, na sexta-feira (6), o procurador Sergio Tonet se reuniu com os secretários de Saúde, Jackson Machado, e de Planejamento, André Reis, recomendando a adesão de BH ao programa.

Caso aderisse, Belo Horizonte teria que fechar parte do comércio, já que a região Central de Minas está na onda vermelha, que permite apenas abertura do comércio considerado essencial. 

Em 9 de julho, a Justiça atendeu o pedido do Ministério Público determinando que as cidades tinham que aderir ao Minas Consciente ou manter apenas o serviços essencial. A decisão de reabrir BH vai contra o que foi estabelecido. A posição da prefeitura à Justiça deve ser enviada até quarta-feira (12).