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Imensa felicidade

Clarinha recebe a planta da nova casa adaptada que será construída pela MRV

A garotinha de 10 anos, que sofre de uma doença rara que causa envelhecimento precoce, terá uma residência que se adequa às suas necessidades

31/08/2020 09h13
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Por Itasat

A pequena Ana Clara Ornelas Gusmão, a Clarinha, de 10 anos, vai tendo realizado o sonho de ter uma casa adaptada a ela. A MRV Engenharia, que se prontificou a bancar a reconstrução da moradia, entregou a ela a planta da residência, que será erguida no lugar da antiga, na cidade de Comercinho, no Vale do Jequitinhonha.

Clarinha é portadora da síndrome de Hutchinson-Gilford, conhecida também como Progeria, uma doença rara que causa envelhecimento precoce, acelerando em aproximadamente sete vezes a mais do que o natural e enfraquece os ossos.

Em junho deste ano, o caso de Clarinha foi divulgado na imprensa e ganhou muita repercussão nas redes sociais. O presidente da MRV, Rafael Menin, disse que viu o apelo da garotinha e se prontificou a ajudar na construção da nova casa por meio do Instituto MRV.

Antes de a MRV tomar a dianteira das obras, a família de Clarinha conseguiu que um engenheiro fosse até a residência, mas como a construção é antiga – feita com tijolos de barro –, não suportaria uma reforma. Desta forma, seria necessário derrubar a moradia e construir uma nova casa com as devidas adaptações.

As principais mudanças serão feitas no banheiro, já que a pia, o chuveiro e o vaso sanitário precisam ser adaptados à altura da criança, que não pode agachar devido às limitações impostas pela doença. Outro problema é o chão da casa, que não tem piso e é de cimento.

Sucesso nas redes sociais com 1,5 milhão de seguidores no TikTok e 92 mil no Instagram, Clarinha se destaca pela alegria e espontaneidade nos vídeos e fotos postados.

A Progeria é uma doença genética que acelera o processo de envelhecimento em cerca de sete vezes e enfraquece os ossos. Até hoje, foram relatados cerca de 100 casos no mundo. Apesar de não ter cura, pode ser tratada para melhorar a qualidade de vida da criança. Para isso, Clarinha, como é chamada pelos familiares, conta com a ajuda da ONG Progeria Research, que custeia uma viagem a cada dois anos para Boston (EUA) para ela fazer o tratamento que ameniza os sintomas.

Cruzeirense, Clarinha também contou com o apoio do clube de coração. O presidente Sérgio Santos Rodrigues ficou sabendo da situação e leiloou uma camisa do Cruzeiro autografada pelos jogadores para arrecadar dinheiro. Outros clubes também se prontificaram a ajudar, como o Atlético.