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Gás de cozinha não ficará mais barato com novo marco regulatório, alerta associação

Aprovado na Câmara

06/09/2020 09h42
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Por Itasat

Aprovado na Câmara Federal, o novo marco regulatório do gás não tornará o gás de cozinha mais barato. A avaliação é do presidente da Associação Brasileira dos Revendedores de Gás Liquefeito de Petróleo (Asmirg), Alexandre José Borjaili, que concedeu entrevista ao programa Plantão da Cidade, da rádio Itatiaia deste sábado.

“Ela (a medida) é muito preocupante porque está criando uma expectativa para o consumidor que o gás de cozinha vai diminuir o preço. E essa afirmativa não é válida”, explica.

De acordo com Borjaili, apenas nesta semana, dois aumentos prometem elevar o preço do gás de cozinha para o consumidor. “O primeiro na segunda (31) de 5,06%, que chega ao consumidor na casa de quase R$ 1,50. O segundo aumento na quarta (2), pelas companhias distribuidores, em razão de um acordo que ela vai firmar com a categoria dos trabalhadores”. 

Ele explica que o novo marco regulatório afeta o gás natural. “Para que o consumidor entenda bem, o gás natural é aquele gás que a gente abastece no posto de gasolina, na forma gasosa, vamos colocar assim. É um gás de alta pressão. O gás de cozinha, o nosso botijão, é na forma líquida, com pressão muito mais baixa”, explica.

Na avaliação de Borjaili, a médio e longo prazo, pode haver uma oferta maior de gás, já que o gás de cozinha pode ser extraído no refino do petróleo ou extraído do gás natural. “Vai haver uma oferta maior, mas ela não garante redução de preço”, alega.

Borjaili também se diz preocupado com a possibilidade de que consumidores usem o gás natural para abastecer botijões de cozinha. “Não pode. O botijão nosso não suporta pressão e explode”, alerta.