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Informalidade

Mais de 2 milhões de pessoas estão na informalidade para conseguir renda em MG, segundo IBGE

Em Minas Gerais

08/10/2020 09h26
Por:

Por Itasat

É bastante perceptível aos olhos de quem anda pelas ruas de Belo Horizonte o aumento no número de trabalhadores informais tentando ganhar o pão de cada dia nos sinais de trânsito. São ambulantes, vendedores de água, balas, acessórios para carro e celular e até lanches rápidos.

De acordo com o IBGE, mais de 32% dos trabalhadores em Minas Gerais estão na informalidade, o que corresponde mais de dois milhões de pessoas. O número só não é maior durante a pandemia, porque muita gente sequer conseguiu o dinheiro para comprar produtos ou matéria-prima para trabalhar.

A reportagem da Itatiaia conversou com vendedores que não tiveram opção e encontraram nas ruas um jeito de sustentar a família, como é o caso do vendedor de água Gabriel Maicon Moreira, de 19 anos,

"Comecei pedindo no sinal, depois eu comecei a comprar água, gelo e caixa térmica. Tenho que conseguir dinheiro para ajudar dentro de casa, porque a situação não tá muito boa não. Tô desempregado, tenho crianças pequenas", afirma.

Situação parecida com a de Leandro Nascimento da Silva, baleiro de 32 anos, que começou na profissão durante a pandemia.

"Comecei trabalhar aqui tem uns seis meses, porque eu fiquei desempregado. Eu tenho filho pequeno, então tem que correr atrás não tem jeito".

Números

De acordo com o analista técnico do IBGE, Alexandre Veloso, boa parte da população mineira não teve condições de trabalhar nem na informalidade.

"A gente viu uma queda no índice de informalidade da população durante a pandemia. Isso num cenário normal de economia seria até positivo, quanto menos empregado informal é melhor para economia. Mas na pandemia isso não é verdade. O que acontece é que a gente teve uma queda nos dois tipos de emprego, no formal e no informal. Aquela pessoa que perdeu o emprego e poderia usar um dinheirinho para montar seu negócio, não conseguiu", explica.

Ainda segundo Veloso, o índice de desemprego atual é o maior da história, desde que começou a ser calculado.

"É o maior índice de desocupação que a gente tem desde que a série começou a ser calculada anos atrás. Está com quase 14% de desocupados, que são os desempregados né e isso é uma taxa altíssima", afirma.