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Disparada

Preços exorbitantes de alimentos tira o básico da mesa dos pobres de BH

‘Situação muito difícil’

10/11/2020 09h41
Por:

Por Itasat

A disparada nos preços dos alimentos básicos tem impacto significativo na vida de famílias pobres de Belo Horizonte, que têm dificuldade para comprar itens de primeira necessidade, como arroz, óleo de soja e carnes.  A cesta básica na capital mineira atingiu o maior valor da série histórica em outubro, passando de R$ 500 pela primeira vez. 

A reportagem da Itatiaia conversou com moradores de BH que precisam se virar para ter o essencial e não passar fome. É o caso da desempregada Simone Bispo, moradora do Barreiro que precisa sustentar cinco filhas e três netas. Para sobreviver, ela faz bico de ajudante de pedreiro e recolhe material reciclável. 

"A situação está muito difícil, porque as coisas estão muito caras. O arroz subiu muito mesmo. A carne subiu muito de preço. A gente faz a conta só para dentro de casa, porque não sobra dinheiro nenhum. Tenho minhas netas pequenas, tenho uma filha de 8 anos e uma de 15. E quando elas pedem uma fruta, um leite, um biscoito, uma carne? Não tenho de onde tirar", disse. "A gente chora demais". 

A coordenadora de pesquisa da Fundação Ipead, Thaise Martins, confirma que a alta dos alimentos é mais sentida pelas pessoas mais pobres. "Para as famílias com renda de 1 até cinco salários mínimos, qualquer aumento ou variação no grupo dos alimentos vai ter um impacto maior e comprometer ainda mais a renda familiar", ressaltou.

Thaise diz que itens como arroz, óleo de soja, tomate e algumas carnes, como a chã de dentro, subiram mais de 50% no acumulado dos últimos 12 meses. “Um exemplo é o óleo de soja, que custava R$ 3,56 em outubro de 2019 e agora, no último levantamento, está custando R$ 6,52".