Ramses de castro
Risco de colapso

Chuva e estalos aumentam tensão das pessoas que moram perto do prédio que tombou em Betim

Responsável pela Defesa Civil da cidade diz que a risco de colapso total da estrutura

19/11/2020 08h52
Por: Ricardo Chaves

Por Itasat

A madrugada desta quinta-feira foi de apreensão para moradores do bairro Ponte Alta, em Betim, na Grande BH, onde um prédio em fase final de construção tombou após chuva que atingiu a região na última terça-feira (18). Moradores ouviram estalos durante a noite, que também foi de chuva. 

De acordo com o tenente-coronel Walfrido, coordenador da Defesa Civil de Betim, não há possibilidade de salvar o imóvel. Em entrevista à Itatiaia nesta quinta-feira, ele informou que uma nova avaliação será feita nesta manhã e também confirmou que a estrutura pode desabar a qualquer momento.

De acordo com a Secretaria Municipal de Ordenamento Territorial e Habitação, a obra estava devidamente licenciada, possuía Alvará de Construção, Licença Ambiental e responsável técnico cadastrado nos órgão responsáveis.

O tombamento do prédio afetou diretamente 15 famílias que moram próximas ao edifício. Todas tiveram que deixar suas casas às pressas e não sabem quando vão poder voltar.

Em nota divulgada na tarde dessa quarta-feira (19), a Prefeitura de Betim informou que a Guarda Municipal atua para evitar que os moradores transitem no local e que as famílias foram para casas de parentes e amigos.

"Neste momento, a prefeitura segue atuando efetivamente no primeiro acolhimento aos atingidos. Uma assistente social esteve no local e providenciou água e refeição para quatro famílias, totalizando 8 pessoas, que estão acompanhando o trabalho da Defesa Civil. As famílias desalojadas estão sendo cadastrados neste momento", diz o texto.

"Representantes da Procuradoria-Geral do Município reuniram-se, no início desta tarde, com o advogado da Construtora Abrahim Hamza Contruções Eireli, responsável pela obra. A prefeitura exigiu que a empresa realoque as famílias imediatamente, sob pena de acionar judicialmente a empresa. Foi requerido, também,  que a construtora faça  a demolição do prédio, conforme recomendação da Defesa Civil", reforça  a nota.