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Cruzeiro

Felipão não se garante após fim da Série B e analisa o time: ‘Problema é mais sério do que imaginava’

Treinador deixou em aberto a possibilidade do que irá acontecer a partir de fevereiro

14/01/2021 09h09Atualizado há 1 semana
Por: Ricardo Chaves

Por Itasat

O técnico Luiz Felipe Scolari planeja terminar a Série B no comando do Cruzeiro. Após a derrota por 1 a 0 para o Oeste, no Independência, o treinador falou sobre o planejamento para o clube no restante da atual temporada e para 2021. Contudo, Felipão não cravou se cumprirá o contrato com a Raposa, que vai até o fim de 2022, deixando em aberto a possibilidade do que irá acontecer a partir de fevereiro.

Ao ser perguntado se continuará no Cruzeiro, Felipão mirou o próximo jogo, contra o Juventude, no estádio Alfredo Jaconi, no sábado, e as outras partidas restantes da Série B, mas sem citar a temporada seguinte. 

“Quanto à minha continuidade, eu vou lá para a Toca fazer o meu exame [de covid-19] para ir a Caxias do Sul. Está tudo seguindo os parâmetros que a gente tinha traçado normalmente até o fim do campeonato. E é o que a gente vai fazer tranquilamente”, disse.

Felipão tem ficado incomodado com o atraso salarial no clube, que chegou aos dois meses e meio, além do 13º. O treinador viu como “normal” o protesto dos jogadores, que não se concentraram para o duelo contra o Oeste, e afirmou que foi “uma forma do elenco tentar conversar com a diretoria”.

Em relação ao diagnóstico do elenco do Cruzeiro, Felipão admitiu que não pensava que a equipe tinha tantos problemas para serem corrigidos. No entanto, o treinador também disse que nem a diretoria imaginava quando formou o grupo.

“Nós estamos demonstrando que temos dificuldades e que o problema do Cruzeiro é mais sério do que a gente imagina ou do que eu imaginava quando cheguei, mas também a direção, quando montou a equipe”, ressaltou.

O treinador afirmou que vai conversar com a diretoria para mostrar os seus planos visando montar um time melhor na próxima temporada. Mas ele sabe que as contratações que forem pedidas podem não vir diante da crise financeira na qual atravessa o clube, assim mesmo como as saídas de jogadores, já que muitos ainda têm contrato pelo menos até o fim deste ano e custariam aos cofres do Cruzeiro para rescindir.

“Temos que conversar com a direção, mostrar o que temos pela frente, o que pretendemos fazer, entregar a ela essa possibilidade de contratações, que são um pouco mais difíceis, ou de saídas, que também são difíceis, porque rescisão são valores. É uma série de detalhes que vai ter que ser trabalhado no decorrer desses 15 dias para terminar o campeonato e só nos safarmos da Série C, que inicialmente pretendíamos. Tivemos chance de melhorar um pouco mais, porém não conseguimos. Agora é conversar com o pessoal [da diretoria], ver uma possibilidade de trabalho que possa ser um pouco melhor e vamos ver o que vai acontecer nesses diálogos entre nós”, finalizou.