Por Itasat
No primeiro dia em que todos os municípios de Minas Gerais entraram na Onda Roxa, a mais restritiva do plano do governo, a Itatiaia percorreu as ruas de algumas cidades da Região Metropolitana de Belo Horizonte para ver a movimentação e verificar se as novas medidas estão sendo seguidas.
Betim
Na avenida Amazonas, uma das principais da cidade, quase todos os comércios estavam fechados, com apenas alguns sacolões e farmácias abertos.
Apesar das medidas mais duras, os pontos de ônibus amanheceram lotados. A população estava indignada porque houve restrição no número de transportes coletivos e, por isso, os veículos estão cada vez mais cheios.
“[A redução] atrapalha muito e eu acho uma sacanagem porque o trabalhador tem que fechar o estabelecimento por causa de político que não sabe o que faz e os ônibus sempre lotados. Acho mais fácil pegar coronavírus no coletivo cheio do que no comércio”, declarou Abinadar Rodrigues, que aguardava por um ônibus.

Atila Rocha também estava no ponto de ônibus e se mostrou indignado com a lotação dos coletivos. “Minha indignação é com os ônibus de manhã cedo porque o prefeito faz parar a cidade, mas os ônibus são deixados de lado, tudo lotado. A aglomeração está só piorando.”
Atualmente a ocupação de leitos de UTI na cidade está em 96% e de enfermaria em 95%.
Santa Luzia
Na avenida Brasília, principal ponto comercial da cidade, em geral, estavam abertas farmácias, supermercados e bancos, respeitando o decreto estadual que prevê apenas o funcionamento do comércio considerado essencial.
Porém, a equipe da Itatiaia flagrou lojas de móveis e de roupa funcionando à meia porta. Os vendedores disseram que os proprietários dos estabelecimentos não estavam presentes e que sem Auxílio Emergencial fica difícil para os comerciantes manterem as portas fechadas.