Por Itasat
A vida de Amanda Montieli, de 23 anos, e da mãe dela, Sarita Montieli Batista, de 50, mudou de uma hora para outra. A jovem, conhecida por amigos e familiares por ser extrovertida e muito animada, se viu paralisada após ser vítima de acidentes vasculares cerebrais (AVCs).
Sarita conta que apesar de ter síndrome de down, Amanda nunca teve problemas de saúde. Recentemente, ela passou por vários exames de rotina, que só confirmaram aquilo que todos ao redor já enxergavam: que ela está cheia de vida. “Fizemos exames de sangue e eletro e ela estava saudável, não se queixava de nada”, conta.
Na última semana, elas passaram por um susto: estavam em casa com parentes quando Amanda disse que estava tonta. Ao procurar o hospital, descobriram que a jovem havia tido um AVC. Ela foi internada às pressas no Hospital Odilon Behrens, onde permaneceu por cinco dias. Quando se recuperava, sofreu outro AVC, dessa vez mais agressivo, e que a fez perder os movimentos do corpo, principalmente do lado direito.
Sarita conta que após vários exames, ainda são se sabe o que causou os AVCs. “A médica fez vários exames para ver se podia ser algo relacionado à obesidade, à pressão alta, ao colesterol e investigou o coração, mas não achou nada nela.”
No último domingo (25), Amanda recebeu alta e agora luta para voltar a ter a vida que tinha. O que conta nesse momento é o fator tempo e dinheiro, já que para uma boa recuperação ela precisa de atendimentos multidisciplinares com fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e psicologia.

Como perdeu os movimentos, Amanda precisa de cadeiras de roda e de banho para se deslocar, que foram adquiridas com a ajuda de amigos. Mas, segundo Sarita, o que mais pesa são os gastos diários, como com as fraldas geriátricas. “Tudo isso fica muito caro no dia a dia. Comprar uma vez ou outra vai, mas comprar todos os dias é complicado.”
Nesse momento tão difícil são os amigos e os familiares que têm servido de apoio para Sarita e Amanda. Uma delas, Iracema Machado, que é diretora do projeto Viva Down, do qual Amanda faz parte, teve a ideia de criar uma vaquinha virtual para ajudar no tratamento. O objetivo é alcançar R$ 10 mil.
“Quando nós soubemos que Amanda teve AVC foi um choque muito grande não só para nós, mas para os próprios colegas dela. Somos uma grande família e a gente pensa que a obrigação da família é cuidar dos entes queridos. A primeira coisa que fizemos foi olhar o que ela realmente precisaria para ficar melhor quando saísse do hospital, então resolvemos fazer uma vaquinha solidária para arrecadar fundos para que a família pudesse contratar de forma mais rápida e assertiva esses atendimentos que ela precisa”, conta.
“O mundo hoje tem que ser solidário, todos nós temos que ser solidários e ajudar, cada um da maneira que puder. Hoje é a Amanda, é a mãe da Amanda e a família dela que precisam, mas amanhã pode ser um de nós”, completa.
Quem quiser contribuir com a vakinha virtual, é só clicar aqui. Além disso, quem quiser fazer outras doações, pode entrar em contato com a Iracema Machado pelo telefone (31) 98661-1261.