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Apesar da seca, reajuste na conta de luz deve ficar próximo de zero em Minas Gerais

Anúncio será feito pela Cemig no dia 28 de maio

18/05/2021 09h52
Por:

Por Itasat

Apesar da seca que pode levar ao acionamento das termelétricas para a produção de energia em Minas Gerais, o reajuste na conta de luz, neste ano, deve ser baixo. A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) deve anunciar um percentual próximo de zero no dia 28 de maio. 

Em entrevista, o diretor de Finanças da companhia, Leonardo Jorge, destaca o cenário favorável em Minas em relação a outros estados. 

“A Cemig ganhou uma ação relacionada à incidência do ICMS sobre o PASEP/Cofins isso foi muito importante porque permitiu que a gente pudesse devolver praticamente 70% desse valor para os nossos consumidores. Com isso, no ano passado, incluímos na conta 700 milhões de reais que puderam ser devolvidos para os nossos consumidores e fizeram com que o reajuste tarifário fosse próximo a 0. Neste ano, vamos poder incluir um novo valor, de forma que o nosso reajuste, ao contrato do reajuste de outras distribuidoras, também será próximo a 0.”

A situação crítica dos reservatórios nas hidrelétricas será acompanhada de perto pelo governo federal, que deve criar, nos próximos dias, uma sala de crise. O grupo envolve três ministérios: Minas e Energia, Infraestrutura e Desenvolvimento, além do Ibama e da Agência Nacional de Águas. O plano de ação tem o objetivo de afastar o risco de falta de energia, mesmo com as termelétricas ligadas.

Segundo Leonardo Jorge, o cenário levou a Agência Nacional de Energia Elétrica a adotar a bandeira vermelha, encarecendo as contas de luz. “Os reservatórios das represas estão muito baixos, o que faz com que a ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) tenha que despachar térmicas com um custo de produção de energia muito mais alto e esse custo tem que ser repassado para as tarifas. Este ano tivemos várias distribuidoras no Brasil com reajustes bastante superiores a inflação.”

A situação é mais crítica nos reservatórios do Sudeste e do Centro-Oeste, que operam com cerca de 30% da capacidade após o período de seca.