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Paulo Guedes

Ministro da Economia confirma que energia pode ficar mais cara por falta de chuvas

Com a crise que afeta os reservatórios das hidrelétricas, o patamar dois da bandeira tarifária vermelha deve aumentar a partir de setembro

26/08/2021 09h46
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Por Itasat

A energia elétrica foi o segmento que teve o maior impacto individual no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15). Ela responde sozinha por 0,23 ponto percentual no índice do mês. Com a crise que afeta os reservatórios das usinas hidrelétricas, o patamar dois da bandeira tarifária vermelha da conta de luz deve aumentar ainda mais a partir de setembro.

Ao falar sobre o assunto, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que não há problema de a "energia ficar um pouco mais cara porque choveu menos". Segundo ele, o país se organizou e não há motivos para pânico. “Se no ano passado que era o caos nós nos organizamos e atravessamos por que nós vamos ter medo agora? Qual é o problema agora de a energia ficar um pouco mais cara porque choveu menos? O problema agora é que está tendo exacerbação para antecipar as eleições, tudo bem, vamos tampar o ouvido e atravessar, vai ser uma gritaria danada, mas vamos chegar lá.”

A crise hídrica levou o governo a anunciar nessa quarta-feira (25), medidas para estimular a redução do consumo de energia elétrica no país. Decreto presidencial editado nesta quarta determina a redução do consumo de eletricidade de órgãos da administração pública federal entre 10% e 20% em relação ao consumo do mês nos anos de 2018 e 2019, ou seja, antes do período pré-pandemia.

Além disso, o governo está pedindo que a sociedade e indústrias façam um esforço pela economia de energia e evitem desperdícios. Quem economizar terá conta menor a pagar e uma premiação pela redução do consumo.