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Sob investigação

Idosa que ingeriu a cerveja Belorizontina nunca teve problemas renais, diz enteada

Retornou para Pompéu onde passou mal e faleceu

16/01/2020 08h24
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Mais um caso de suspeita de morte por intoxicação por dietilenoglicol em Minas é apurado. Maria Augusta de Campos Cordeiro, de 60 anos, ingeriu a cerveja Belorizontina, que conforme a Polícia Civil de Minas teve pelo menos três lotes contaminados, no bairro Buritis em dezembro do ano passado e retornou para Pompéu, na região Central do estado, onde passou mal e faleceu.

Segundo a enteada de Maria, Juliana Neves, a morte da idosa causou um grande impacto à família. "Foi um choque muito grande para a gente porque ela estava bem. Não chegamos a imaginar que pudesse ser qualquer coisa desse tipo porque não tinha aparecido nenhum caso ainda" disse.

Após os casos de intoxicação virem à tona, a família entrou em contato com o Pronto Atendimento (P.A.) de Pompéu e foi atrás de explicações. "A gente começou a associar todos os fatos com o que tinha acontecido com ela. A coincidência de ter bebido a Belorizontina e o fato de que ela não tinha nenhum problema renal" completou.

O caso segue em investigação pela Polícia Civil, notificada de 18 casos da síndrome nefroneural por contaminação com o dietilenoglicol, sendo que 14 estão em investigação e quatro foram confirmados. O aposentado Paschoal Demartini Filho, de 55 anos, que também ingeriu a bebida no fim do ano passado, morreu.

Outras dois óbitos são investigados: o de uma mulher de 60 anos em Pompéu, na região Central de Minas, e o de Antônio Márcio Quintão de Freitas, de 68, em Belo Horizonte.