Por Itasat
O grande problema envolvendo as obras na conhecida Rodovia da Morte, na altura do Posto 13, em Sabará, começa na saída de Belo Horizonte, onde a reportagem da Itatiaia pegou um congestionamento quilométrico, bem na ligação do fim do Anel Rodoviário com a BR-381, o que afeta em cheio a vida de quem está em viagem no sentido litoral capixaba e de lá pra cá também, rumo à capital mineira.
O martírio é grande para quem está de moto, carro, ônibus, seja qualquer veículo. Para tentar escapar desse longo congestionamento, tem gente que está cortando pela direita e se arriscando mesmo, como a Itatiaia flagrou.
O pedreiro Eduardo Vieira, de 37 anos, morador do bairro Borges, em Sabará, afirmou que depende desse trecho para trabalhar no dia a dia.
“Não tem jeito, não dá pra ficar nesse trânsito. Hoje não teve jeito, não, eu estou muito atrasado. Essa obra nunca acaba”, disse Eduardo.
Também no Posto Beija-Flor, em Sabará, onde conversamos com o pedreiro Eduardo Vieira, estivemos lado a lado com quem pilota carreta. Elair Aparecido, de 56 anos, é de São Paulo. A reportagem conversou com Elair quando ele parou a carreta para abastecer. Enquanto isso, ele desabafou.
“Não, é uma vergonha isso aqui. Isso não tem mais jeito, não. Essas obras começam, nunca mais na vida acabam. Para mexer num negócio de um metro, é a vida inteira. Imagina uma obra do tamanho que está aqui. Não tem capacidade, não faz. Deixa do jeito que está, é melhor do jeito que estava”, afirmou o motorista.

Falamos também com um morador do Vale do Aço, o caminhoneiro Samuel Teixeira. Ele, que depende todo dia desta conhecida Rodovia da Morte, não aguenta mais esta obra. Em Sabará, em frente ao Posto 13, o Beija-Flor, do km 13 da BR-381, uma obra que parece sem fim.
“Mais de treze quilômetros de congestionamento e uma obra que não acaba e acaba prejudicando a nós todos”, concluiu o caminhoneiro Samuel Teixeira.