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disparou

Preço do botijão de gás atinge o maior preço do século e já custa 9,4% do salário mínimo

Moradores já recorrem ao fogão à lenha

29/04/2022 10h59
Por: Redação

Por Itasat

O preço do botijão de gás de 13 quilos atingiu, neste mês, o maior valor real da série histórica da Agência Nacional de Petróleo (ANP), iniciada em julho de 2001. O preço médio do botijão é de R$ 113, o que representa 9,4% do salário mínimo (R$ 1.212).  Até então, o patamar mais elevado foi registrado em março de 2007 - quando o botijão custava R$ 33,06 e o salário mínimo era de R$ 350.

O levantamento é do Observatório Social da Petrobras (OSP), organização ligada à Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), com base no preço médio mensal do GLP e na média de valores semanais de revenda no mês de abril, divulgados pela ANP

A disparada no preço deixa a população, especialmente a mais pobre, indignada. É o caso do aposentado Jesus Ângelo Gonçalves. “O sentimento é de tristeza. As coisas aumentam no hipermercado e o gás de cozinha é um abuso. Não tem como evitar, não”, diz o idoso, que é assalariado e não acredita em redução do preço. “Tinha que usar um remédio de R$ 270”, lamentou.  

Uma consumidora que se identificou como Maria diz que um botijão custar 10% do salário mínimo é um absurdo e lembra: “Tem muita gente que não tem nem trabalho. Eu trabalho, mas cozinho na lenha. Onde que tem uma caçamba e tem lenha, estou lá buscando”, diz a trabalhadora. “É muita desigualdade social. Muitas pessoas com bastante e uns sem nada”, completou, lembrando de quando pagava R$ 38 no botijão. “Era bom demais”.  

David Henrique Oliveira também considera o preço do botijão de gás um ‘absurdo’. “Daqui uns dias vou ter que cozinhar na lenha. Está osso. Está muito caro o botijão de gás”, reclamou.  

Já o morador Roberto Barros dos Santos decidiu construir um fogão à lenha em casa. “Não tem outro recurso”, disse o trabalhador, que pagou R$ 120 no item de necessidade básica.