A Backer informou nesta terça-feira que laudos realizados pela Polícia Civil e pelo Departamento de Química da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) apontaram que a água utilizada pela empresa para a fabricação das cervejas não está contaminada com monoetilenoglicol ou dietilenoglicol.
Os laudos contradizem o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), que recolheu amostras em tanques da fábrica e, no dia 15 de janeiro, divulgou ter encontrado monoetilenoglicol e dietilenoglicol na água analisada.
No dia 9 de janeiro, a Polícia Civil coletou, na sede da Backer, amostras de 30 ml da água que estava do lado externo do tanque de refrigeração. De acordo com a instituição, na porção analisada, não foi encontrado nenhuma substância diferente.
“As análises realizadas no material descrito no item A [amostra de água coletada do tanque de refrigeração] não detectaram a presença de álcoois ou outras substâncias químicas de interesse criminalístico”, conclui o relatório da Polícia Civil.
No entanto, a Polícia Civil informou que não vai comentar a interpretação da Backer quanto ao laudo.

Ainda de acordo com a Backer, o Departamento de Química da UFMG chegou à mesma conclusão da Polícia Civil quanto a não contaminação da água no processo de fabricação das cervejas. O laudo é datado de 17 de janeiro, ou seja, seis dias após o relatório expedido pela polícia: “Através dos resultados obtidos não foi possível detectar os analitos MEG (monoetilenoglicol) e DEG (dietilenoglicol) nas amostras de água analisadas”
O monoetilenoglicol e o dietilenoglicol foram encontrados pela Polícia Civil em amostras de 175 ml de solução refrigerante coletada do tanque do sistema de refrigeração dos tanques de fermentação. Já o monoetilenoglicol foi encontrado em 25 ml do líquido contido em uma bombona de metal com a inscrição “monoetilenoglicol”. No entanto, segundo a Backer, nestes dois locais são realmente onde ficam as substâncias no processo de refrigeração das cervejas.
“A Backer reforça que o monoetilenoglicol é utilizado somente na parte externa dos tanques de fermentação e maturação da cerveja, etapas que são posteriores ao resfriamento do mosto. O trocador de placas não participa desse processo”, diz a Backer em nota.
“A empresa utiliza um pré-trocador menor de água, na temperatura natural, e depois o trocador normal, que usa apenas água gelada. Com esse sistema, a cervejaria consegue resfriar o mosto sem precisar usar o líquido refrigerante ou um trocador de dois estágios. Em momento algum, a Backer usa monoetilenoglicol ou qualquer outro líquido refrigerante, que não seja a água pura, para fazer a troca térmica desse sistema”, completou a empresa.
