A Lagoa Várzea das Flores, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, está com nível praticamente máximo de capacidade de água. Há um risco iminente de vertimento (abertura do vertedouro para saída do excesso água).
Segundo o secretário municipal de Meio Ambiente, Ednard de Almeida, 319 famílias estão na mancha de inundação em caso de vertimento, da bacia da lagoa à avenida Edimeia Mattos Lazzarotti. “Essa saída de água é descontrolada. Em função disso, a juíza fala para que a Copasa faça o rebaixamento do volume de água.”

Ele se refere à decisão judicial que obriga a empresa a tomar atitudes para evitar problemas relacionados à lagoa. O diretor de operação da Copasa, Guilherme Frasson, disse que a companhia começou a cadastrar famílias que poderiam ser prejudicadas. “Em torno de 55 casas estão mapeadas. São as mais críticas, que estão praticamente dentro do Ribeirão [Betim]”. Segundo ele, a retirada das pessoas será gradual à medida que forem disponibilizados imóveis.
Morador do bairro Itacolomi, Antônio Silveira afirmou nunca ter visto a lagoa nesse nível. Ailton Rosa de Oliveira, que vive no bairro Cruzeiro do Sul, também. “Há mais de 40 anos eu conheço essa lagoa e eu nunca vi ela nem ao menos imitando o que está agora”, declarou.
