O Sindicato dos Petroleiros de Minas (Sindipetro-MG) não descarta a possibilidade de parar todas as atividades na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e ocorrer desabastecimento.
A greve da categoria, que começou há uma semana, paralisa 50 unidades da Petrobras, incluindo plataformas de petróleo. Os trabalhadores querem que seja revista a demissão em massa de mil empregados da Fábrica de Fertilizantes do Paraná.
O coordenador-geral do Sindipetro-MG, Anselmo Braga, afirma que há o risco de a Regap parar. “O tempo que isso leva para desabastecer o mercado a gente não tem como precisar”, declarou.

Nesta semana, o ministro do Tribunal Superior do Trabalho Ives Gandra Filho atendeu parcialmente a um pedido da Petrobras e determinou que 90% dos petroleiros continuem trabalhando durante a greve. A estatal havia solicitado a suspensão da greve, o que não foi acatado.
Sindicatos que descumprirem a norma terão de pagar multas entre R$ 250 mil e R$ 500 mil reais, a depender do porte de cada entidade. Na decisão, Filho afirmou que há “risco de desabastecimento em âmbito nacional”. Para ele, a greve é “carente de motivação” porque foi deflagrada enquanto o acordo coletivo da categoria ainda estava vigente.
