A posição do presidente Jair Bolsonaro de desafiar os governadores a zerarem os impostos sobre os combustíveis em troca de fazer o mesmo com tributos cobrados pela União agradou o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Estado de Minas Gerais (Minaspetro), que representa donos de postos de gasolina (Minaspetro).
Contudo, o presidente do sindicato, Carlos Guimarães, admite que, apesar de ter aprovação da classe, a medida é improvável. Como alternativa, ele sugere a “unificação do ICMS”.
“Se não conseguir zerar o imposto, basta igualar o ICMS da gasolina em Minas com o de São Paulo. O consumidor teria mais de R$ 0,50 centavos de desconto. Com o combustível mais barato, o consumidor vai abastecer mais e isso vai equilibrar essa arrecadação do estado”, argumenta.

De acordo com ele, “a população e o governo estão assumindo que a culpa do alto preço dos combustíveis é dos impostos e não dos postos”.
Todos os motoristas que foram indagados reclamaram do preço da gasolina. Segundo eles, por mais que a Petrobras tenha anunciado, recentemente, quatro reduções no preço da gasolina nas refinarias, este valor não chega às bombas.
“Eu percebo aumento. A redução eu vejo, às vezes, no etanol, mas a gasolina sempre aumenta mais ainda”, diz Pablo Henrique.
Para explicar a situação, Carlos Guimarães diz que “os preços são livres”. “Muitas vezes a Petrobras promove redução da gasolina na refinaria, mas temos que lembrar que 27% da gasolina é composta por etanol. Então o impacto que a gente tem da redução na refinaria não chega ao consumidor”.
