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Deflação

IGP-M, a inflação do aluguel, cai 1,93% em junho e acumula queda de 6,86% em um ano

Em 2023, até aqui, o IGP-M já recuou 4,46%. Desde abril, o indicador vem registrando deflação no acumulado em 12 meses, o que não acontecia desde fevereiro de 2018.

29/06/2023 08h33Atualizado há 3 anos
Por: Redação

Com globo.com

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), considerado a inflação do aluguel, caiu 1,93% em junho, informou o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV-Ibre) nesta quinta-feira (29).

Esse é o terceiro mês consecutivo de deflação do indicador, depois de registrar baixa de 1,84% em maio e de 0,95% em abril. Em 2023, até aqui, o índice já recuou 4,46%, enquanto no acumulado em 12 meses, o recuo é ainda mais expressivo, de 6,86%.

Desde abril deste ano o indicador vem registrando uma deflação na comparação ano ano, o que não acontecia desde fevereiro de 2018.

O IGP-M é composto por três indicadores:

o Índice de Preços ao Produtor (IPA), que responde por 60% da composição e teve queda de 2,73% em junho;

o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que tem peso de 30% e caiu 0,25% no mês;

o Índice Nacional da Construção Civil (INCC), com peso de 10%, que subiu 0,85% em junho, sendo a única alta.

Deflação ao produtor é puxada por combustíveis e impulsiona queda do IGP-M

O indicador que tem mais peso dentro da composição do IGP-M também foi o que apresentou a maior deflação em junho (-2,73%).

Esse resultado foi puxado, sobretudo, pela forte queda do subgrupo de combustíveis para o consumo, que despencou 10,56% no mês, depois de cair 1,27% em maio.

"A inflação ao produtor registrou nova deflação, agora impulsionada pela queda dos preços dos combustíveis na refinaria. O preço do Diesel encolheu 13,82%, enquanto a preço da gasolina caiu 11,69%. Afora tal contribuição, os preços de importantes commodities agropecuárias seguem em queda, como: milho (-14,85%) e bovinos (-6,55%)", comenta André Braz, Coordenador dos Índices de Preços do FGV-Ibre.

O grupo de Bens Finais que exclui os combustíveis e os alimentos in natura também teve queda, de 1,39%. Já os grupos de Bens Intermediários e de Matérias-Primas Brutas recuaram 2,88% e 4,10% no mês.