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DESESPERO

Mãe tenta trocar 'cadeirinha' por carne e biscoito para filho em Contagem

Graziele mora em um imóvel de apenas dois cômodos no bairro Oitis, com o marido e com o filho deles, de 2 anos e 8 meses

28/02/2020 14h41
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Para conseguir enfrentar a crise financeira pela qual a família passa, Graziele Cristina Ribeiro Leão Montini, de 39 anos, fez um pedido nas redes sociais: uma foto de uma cadeira para transportar bebês em veículos e a frase “ estou trocando por carne e biscoito pro meu filho”.

Ela mora em um imóvel de apenas dois cômodos no bairro Oitis, em Contagem na grande Belo Horizonte, com o marido e com o filho deles, de 2 anos e 8 meses. Atualmente, apenas o marido trabalha como instalador de cabos e redes, entretanto, o salário dele não tem sido o suficiente para a família.

“Meu filho me pede biscoito todos os dias. Nem sempre temos dinheiro para comprar. Então, resolvi pedir o alimento em troca de da cadeirinha”, contou enquanto mostrava o objeto.

“Ganhei duas iguais, uma eu resolvi doar para o interior e a outra eu precisei oferecer no grupo. Aqui não tem mais carne, não tem biscoito… No dia que eu postei não tinha nem arroz, nem óleo, mas minha vizinha me deu.  Hoje, uma outra vizinha me deu hambúrguer para eu fazer para meu filho, daí eu dividi metade para o almoço, e a outra metade será para mais tarde. Assim vou levando minha vida”, revela.

A mulher, que é natural de Corinto, na região central de Minas Gerais, se mudou para a capital mineira em 2002. Quando chegou, com apenas duas mudas de roupas, começou a trabalhar como doméstica e seguiu pelos anos seguintes na profissão. Agora, desempregada, o que ela mais deseja é um emprego para ajudar nas despesas de casa.

“Já trabalhei como doméstica, como auxiliar de serviços gerais e sou ótima. Eu gosto é de limpeza. Estou precisando muito de um emprego. Já deixei currículo em vários locais e ninguém me chama”, revela.

Corrente do bem

Nos poucos metros onde a família mora, um amontoado de sacolas chama a atenção. 

“Faço isso há muito anos. Como sou do interior de Minas, e lá eu passava muita dificuldade, sei que ainda muita gente passa por isso também. Quando vim para BH, vim com  a roupa do corpo e uma para trocar. Usava uma e lavava a outra para usar no dia seguinte”, afirmou.

A família mora de favor no imóvel de um tio, que, sabendo da situação financeira, não cobra o aluguel.

“Meus vizinhos me ajudam como pode, meu tio também. É assim que a gente vai sobrevivendo”, disse.

Ajude!

Quem quiser ajudar a família da Graziele com doações de alimentos ou oferecendo um trabalho para ela, pode entrar em contato pelo telefone: (31) 99709-2921.