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Pesquisa revela

Pesquisa aponta que manter isolamento social pode gerar 6 milhões de desempregados em Minas

Grave crise econômica

05/04/2020 10h15
Por:

Por Itasat

Pesquisa da Federação das Associações Comerciais e Empresariais de Minas Gerais (Federaminas) projeta seis milhões de desempregados no estado, se não houver flexibilização do comércio até o dia 15 de abril. No último dia 20, o governador Romeu Zema (Novo) determinou o fechamento de estabelecimentos comerciais, com exceção dos considerados essenciais para conter a disseminação da covid-19.

Os dados, recolhidos dos dias 27 a 30 de março com 1.060 empresários, nos quais 85% faturam R$ 400 mil por ano, apontam que muitas empresas vão quebrar. A pesquisa foi encaminhada ao governador e passados à Secretaria da Fazenda. 

O presidente da Federaminas, Valmir Rodrigues, diz desentender o momento, mas ressalta que a saúde financeira das empresas tem que ser preservada.

“O setor público precisa contribuir muito com as empresas, afinal as empresas foram constituídas, estão funcionando, gerando emprego, renda e pagando tributos. De repente tem que fechar as portas. Entendemos o motivo e ele é muito justo, mas precisamos cada vez mais preocupar com a saúde financeira das empresas. Estamos cumprindo o que é determinado pelas normas, seguindo certinho o Ministério da Saúde, Secretaria da Saúde, e assim recomendamos a todas as empresas, mas lembrando que a saúde financeira das empresas nos preocupa”.

Rodrigues diz que a pesquisa foi feita para sensibilizar os governantes de que o assunto é grave e precisa ter atenção. 

Para a Federaminas, somente a prorrogação dos impostos pelo governo de Minas não ajuda e a medida provisória do governo Federal de redução de salário e jornadas de trabalho não resolve. “A MP que prevê a redução de jornada de trabalho e salários dá um fôlego, mas muito pequeno, muito pequeno mesmo. Ela não vai resolver o problema das empresas. Isso é um paliativo, mas precisa de respostas mais robustas, ações mais efetivas, senão o número de empresas que vai quebrar é desastroso”.

Abertura de comércio

O presidente da Federaminas não considera irresponsabilidade neste momento de pico de infecção do coronavírus defender abertura do Comércio.

“Respeitamos, seguimos, compartilhamos todas as orientações da OMS, do Ministério da saúde, da Secretaria da Saúde, a vida em primeiro lugar e não abrimos mão disso nunca, porém precisamos ter um olhar mais amplo. As empresas estão correndo um sério risco de fechar as portas definitivamente e se isso acontecer teremos um grande número de desempregados, teremos uma redução da criação de impostos e um prejuízo muito grande para a nação”.