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Comerciantes de Sete Lagoas entram em desespero, diante do fechamento parcial do comércio por causa do coronavírus

A Folha ouviu empresários e os relatos são assustadores.

21/04/2020 10h33Atualizado há 6 anos
Por: Redação

Por causa da pandemia do coronavírus, assim como ocorreu em várias cidades do Brasil, parte do comércio de Sete Lagoas continua fechado ou parcialmente com portas fechadas. O decreto determinando a suspensão das atividades na cidade começou a valer em março e vai até 25 de abril. A situação, segundo alguns empresários causou queda de cerca de 80% nas vendas.

Conforme o decreto, estabelecimentos comerciais, Mercado Municipal, feiras, clubes e atividades culturais, de lazer, esportivas coletivas e similares têm que ficar fechados durante esse período. No entanto, são permitidos os trabalhos internos, atendimentos por telefones e aplicativos, serviços de entrega e delivery.

A Folha conversou com alguns comerciantes, e os relatos são em tom de desespero. "O negócio tá feio. Já tem um mês que não vendemos nada", disse Luis Carlos, um dos sócios da empresa Solar Prime, situada na Av. Raquel Teixeira Viana.

Nossa reportagem entrou em contato com Tiago "Japão", um dos sócios do 7 Ontap, bar localizado na orla da Lagoa Boa Vista. E o relato foi de socorro: " Mandamos todos os funcionários embora, a venda caiu demais, já passou da hora de flexibilizar o Decreto da Prefeitura. Com prevenção, com uso de máscaras, álcool em gel, dá pra funcionar e recuperar nossa economia.

 

A Folha também conversou com o empresário Rafael Cunha, dono da Prado e Cunha, empresa localizada na Av. Secretário Divino Padrão,assistência técnica em ferramentas elétricas, máquinas  de solda, geradores  de energia, máquinas agrícolas e etc. Mais um depoimento de preocupação. "Dispensei dois e coloquei um de férias, nossas vendas não caíram, desabaram. Precisamos que a prefeitura nos autorize a trabalhar, precisamos pagar funcionários, fornecedores, se continuar assim, muita gente vai fechar as portas e decretar falência".

Acessamos uma empresa de proteção de veículos, não encontramos todos os diretores e por isso a Folha não revela o nome do estabelecimento. Mas, encontramos um dos sócios, e mais um relato de socorro. " Os comerciantes locais aguardam uma reposta do prefeito , são eles que mantém a saúde financeira desta cidade. Esse Decreto pode 'quebrar' o comércio, então aumenta o índice de desemprego e isso pode gerar mais criminalidade em Sete Lagoas".

Por telefone, a Folha entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura e de acordo com Renato Alexandre, "terá reunião do Comitê na próxima segunda-feira (27). Então só após este encontro que saberemos sobre a flexibilização ou não".

Nessa segunda-feira (20), várias placas de outdoor com mensagem direcionada aos políticos, foram afixadas em ruas de Sete Lagoas. Manifestação que partiu de um grupo de empresários locais.